ver tudo
Menu Economia
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

CNI prevê impacto de R$ 29 bi em 2024 e critica compensação à desoneração

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou que vai contestar a Medida Provisória (MP) 1.227/24, publicada pelo governo Lula em 4 de junho, que limita o uso de créditos tributários de PIS/Cofins para compensar a desoneração da folha de pagamentos. Segundo a CNI, a medida pode causar “perdas estimadas de R$ 29,2 bilhões”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que interrompeu sua viagem à Arábia Saudita e China, onde acompanhava a comitiva oficial do governo brasileiro, para tratar “com urgência do impacto dessa medida no setor produtivo nacional”.

“Chegamos ao nosso limite. Nós somos um vetor fundamental para o desenvolvimento do país e vamos às últimas consequências jurídicas e políticas para defender a indústria no Brasil”, declarou Alban. “Não adianta ter uma nova e robusta política industrial de um lado se, do outro, vemos esse ataque à nossa competitividade”, acrescentou.

A CNI criticou a MP 1.227, afirmando que ela “onera ainda mais a já sobretaxada indústria brasileira”. A confederação explicou que, ao limitar a compensação de créditos de PIS/Cofins e vedar o ressarcimento de saldo credor decorrente de crédito presumido de PIS/Cofins, estima-se um impacto negativo de R$ 29,2 bilhões na indústria nos sete meses restantes de 2024. Para 2025, a previsão de impacto negativo chega a R$ 60,8 bilhões.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

Por outro lado, a CNI destacou que “a manutenção da desoneração da folha de pagamentos, que provocou a edição da MP 1.227, produz impacto positivo para a indústria de R$ 9,3 bilhões neste ano”.

A confederação também mencionou outras medidas do governo Lula que, segundo ela, têm um “grande impacto negativo na indústria”, como a “tributação das subvenções para investimento e custeio, com perdas estimadas em R$ 25,9 bilhões; e a limitação temporal ao aproveitamento de créditos tributários federais decorrentes de decisão judicial (Lei 14.873/2024), com perdas estimadas em R$ 24 bilhões”.

“O impacto negativo total dessas medidas para a indústria soma R$ 79,1 bilhões neste ano, sem contar as perdas com a retomada do voto de qualidade no CARF, que pode atingir dezenas de bilhões de reais. Todas elas vão em sentido contrário à política do governo de restaurar a competitividade da atividade industrial no Brasil, como proposta na Nova Indústria Brasil (NIB)”, destacou a CNI.

Outros representantes do setor também criticaram a medida, referindo-se a ela como a “MP do fim do mundo”.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Economia Ministro da Fazenda diz que déficit dos Correios não deve ser confundido com prejuízo da estatal
  2. Economia Cavagna Group faz de Valinhos base para crescer na América Latina e investe mais de R$ 40 milhões no Brasil
  3. Economia Fake news de Lula no JN: petista não herdou déficit de Bolsonaro; governo anterior fechou 2022 com superávit
  4. Economia Mercado sugere a Flávio Bolsonaro ter Marcelo Kayath na Fazenda e Daniella Marques na Casa Civil