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Com pandemia, acesso à educação pode regredir 20 anos no Brasil, diz estudo

Dados são de pesquisa divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Unicef e pelo Cenpec.

Bantersnaps | Unsplash

A pandemia da covid-19 trouxe diversos impactos negativos sobre todos os setores da sociedade brasileira. Quando falamos em educação, os números são alarmantes. Pelo menos 5,1 milhões de crianças e adolescentes ficaram sem aulas, sejam presenciais ou a distância.

Esses dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). De acordo com o levantamento, o Brasil corre o risco de regredir duas décadas no acesso ao ensino.

Os números foram colhidos até novembro do ano passado. O foco da pesquisa foram crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Naquele período, cerca de 1,5 milhão não estavam matriculados em uma instituição de ensino. O número de estudantes que estavam matriculados mas não tinham acesso às atividades escolares era de 3,7 milhões, ou seja, 13,9% de todos os alunos brasileiros.

Ainda em março de 2020, governadores e prefeitos decretaram o fechamento das escolas no país. Até hoje, milhares de municípios continuam sem ter uma data de retorno às aulas. Apesar do ensino remoto ter sido aplicado durante esse período, estudantes pobres e vulneráveis não tiveram acesso às atividades.

O diretor de Pesquisa e Avaliação do Cenpec, Romualdo Portela de Oliveira, afirmou que os dados evidenciam o desemprego a perda de renda das famílias. “A exclusão da escola tem uma correlação muito alta com as fontes de desigualdades tradicionais, de gênero, de raça, urbana e rural. Mas o estudo mostra que o mais grave é a desigualdade econômica”, declarou.

Já a representante da Unicef no Brasil, Florence Bauer, sustentou que os resultados do estudo revelam um retrocesso para o país. “Isso é muito grave, pois o direito à educação não está sendo garantido para mais de 5 milhões de crianças e adolescentes”, disse.

Para ter acesso à integra do estudo, clique AQUI.

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FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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