Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, que fabrica a Coronavac, disse no Roda Viva, nesta última segunda-feira (14), que confia no corpo técnico da Anvisa.
“A Coronavac não é a vacina chinesa, é a vacina brasileira, do Instituto Butantan. O Butantan, em parceria com a Sinovac, está desenvolvendo essa vacina (…)”, afirmou.
E acrescentou:
“A Anvisa tem total independência. Eu quero crer que o corpo técnico da Anvisa, que é muito capacitado, vai fazer todo o esforço para permitir que o Brasil tenha rapidamente essas vacinas, seja do Butantan, da Fiocruz, da Pfizer.”
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppVacina chinesa
Ontem, antes mesmo da declaração acima, o chefe de redação do Conexão Política, Davy Albuquerque, alertou sobre a estratégia política e midiática em torno da China.
Segundo ele, há uma forte movimentação para encobrir a responsabilidade do país asiático em torno do surto da covid-19.
E não apenas isso. Ainda de acordo com Davy, tudo o que puder ser feito para diminuir a carga negativa sobre a China será feito para emplacar o que as lideranças chinesas bem entenderem. Tudo em torno de uma visão geopolítica.
Apesar de Dimas Covas dizer que a CoronaVac “não é uma vacina chinesa”, os principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo classificam a substância exatamente assim.
Independentemente da posição editorial de determinados veículos, o termo ‘vacina chinesa’ é unanimidade.
Correio do Povo: Anvisa questiona transparência em aprovação de vacina chinesa
Viva Bem, do UOL: “Faz sentido tanta rejeição à vacina chinesa? Compreenda melhor a CoronaVac”
Valor Investe, do grupo Globo: “Vacina chinesa produz anticorpos contra covid-19 em 97% dos casos testados”
Super Interessante, do grupo Abril: “O trunfo da vacina chinesa”
G1, do grupo Globo: “O que se sabe sobre a vacina chinesa em teste no Brasil”
Questionando
Após a fala de Dimas Covas, vale a reflexão sobre alguns questionamentos:
Haverá, a partir de agora, uma política clara [seja do governo de SP ou qualquer outro] para combater quem utilizar o termo ‘vacina chinesa’ — inserindo todos esses em uma ‘espiral do silêncio’ ou em um ‘paredão’ de retaliações por discordar de uma autoridade?
Ainda há democracia e liberdade de expressão no Brasil ao ponto de discordar e rebater qualquer pensamento de quem quer que seja?
A quem interessa essa defesa tão extensiva sobre a ditadura chinesa?
Eis a questão.