ver tudo
Menu Política
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em 2025, Lula chorou e prometeu ficar ainda mais ‘esquerdista’ e ‘socialista’; agora, às vésperas das eleições, nega

Falas do petista se contradizem em menos de um ano. Em solo brasileiro afirmou radicalização ideológica; nos EUA, rejeita rótulo e alega nunca ter pertencido ao espectro.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

Em 5 de agosto de 2025, durante reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar no Palácio do Planalto, o presidente Lula chorou ao relembrar que passou fome quando trabalhava como metalúrgico nas Indústrias Villares, em São Bernardo do Campo, e encerrou o discurso com uma promessa pública.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Cada vez mais eu tenho que fazer mais: significa que, cada vez, vou ficar mais esquerdista, mais socialista, e vou ficar achando que a gente pode mais.”

Discurso de agosto de 2025

No mesmo evento, Lula disse que ficava mais “bravo e radical” porque, aos 80 anos, percebia que teria pouco tempo à frente do país. A fala, feita em celebração à saída do Brasil do Mapa da Fome, incluiu também críticas à pressão por corte de gastos e um recado de que, se deixar o governo e “qualquer coisa” voltar a comandar o país, “a fome volta outra vez”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Conversa captada no G7

Dez meses depois, em conversa captada durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, nesta quarta-feira (17), Lula disse o oposto. Ao falar com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente argumentou que governos de direita permaneceram mais tempo no poder do que governos de esquerda e concluiu que o mundo é do “meio”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

Quando Georgieva lembrou que havia, em 2003, uma expectativa de que ele fosse “um esquerdista”, a resposta foi direta: “Mas eu nunca fui esquerdista. Eu era um dirigente sindical com uma belíssima relação com o sindicalismo alemão. Tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano. Tinha uma relação boa com a UGT da Espanha.”

Volta aos anos 80

Lula pontuou que chegou a ser tratado como “anticomunista” na década de 1980, após recusar um convite para um congresso na União Soviética e realizar viagem pela Europa em busca de solidariedade internacional.

“Em 1980, tinha um congresso na Rússia para o qual fui convidado. Eu não fui porque havia sido condenado pela Lei de Segurança Nacional. Fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade. E aí passei a ser tratado como anticomunista”, emendou.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Política Conselheiro da campanha de Augusto Cury está entre os mortos em acidente com cantor Rick
  2. Política São Paulo anuncia reforço de policiamento para casamento de filho de Moraes
  3. Política Riedel amplia vantagem e chega perto dos 50% em MS
  4. Política Zucco lidera e chega a 36,4% em pesquisa para o governo do RS