
Agentes do FBI realizaram buscas na residência da jornalista Hannah Natanson, do The Washington Post, na manhã desta quarta-feira (14), em Alexandria, no estado da Virgínia.
A ação foi motivada por uma investigação criminal que envolve vazamentos de informações confidenciais do governo federal.
Durante a operação, os agentes confiscaram o celular da repórter, dois notebooks —um pessoal e outro fornecido pelo jornal— e um relógio Garmin. O alvo do inquérito, segundo o mandado, é Aurelio Perez-Lugones, administrador de sistemas que atuava em Maryland e é acusado de levar documentos de inteligência sigilosos para casa.
A ação ocorre pouco mais de um mês após Natanson ter publicado a reportagem intitulada “Eu sou a informante do governo federal no ‘Post’. Tem sido brutal”, que detalha o volume de denúncias recebidas de servidores federais insatisfeitos com as políticas implementadas pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano). A matéria externou o peso das demissões em massa no funcionalismo público, parte das diretrizes do novo mandato republicano iniciado em janeiro de 2025.
Em nota publicada nas redes sociais, o Washington Post alegou que a comunicadora não é peça-chave da operação.
“Investigadores disseram à repórter que ela não é o foco da investigação. O mandado afirmava que as autoridades estavam investigando um administrador de sistemas em Maryland, acusado de levar para casa relatórios de inteligência sigilosos.”
A chefe do Departamento de Justiça dos EUA, Pamela Bondi, confirmou a prisão do funcionário suspeito e publicou um comunicado afirmando que a administração Trump não tolerará vazamentos ilegais de documentos sigilosos, sobretudo aqueles que “representem grave risco à segurança nacional e à integridade dos agentes do governo”.