ver tudo
Menu Política
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Lei Amália Barros: a deputada que transformou a sua dor em luta por direitos fundamentais

Amália Barros foi a principal representante da causa monocular no país.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

A deputada federal Amália Barros, cujo falecimento ocorreu neste domingo (12) aos 39 anos, teve a sua jornada política marcada por bandeiras do Mato Grosso e dos portadores de visão monocular.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mesmo antes de assumir o mandato, ela já se mobilizava nos bastidores para promover essas agendas. A ação articulada, inclusive, chegou a ser mencionada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, ao lamentar o óbito da congressista.

O êxito da Lei 14.126/21, da qual foi incansável articuladora, representou um marco inédito no Brasil ao classificar a visão monocular como deficiência sensorial. Graças à determinação de Amália, o país passou a conceder os mesmos direitos e benefícios destinados às pessoas com deficiência.

A Lei Amália Barros, sancionada ainda pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conferiu o reconhecimento aos brasileiros com visão monocular como pessoas com deficiência, além de garantir o acesso a próteses oculares e assistência social integral para os portadores dessa condição.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

Aos 20 anos, a parlamentar perdeu a visão do olho esquerdo devido a uma infecção por toxoplasmose, o que a levou a enfrentar 15 cirurgias sem sucesso. Em 2016, diante da falta de resultados positivos, precisou remover o olho e passou a utilizar um globo ocular.

Na Câmara dos Deputados, Amália foi autora de um projeto de lei complementar, oito propostas de emenda à Constituição e 14 projetos de lei. Dois de seus projetos foram aprovados no ano passado e aguardam avaliação no Senado. Um deles diz respeito à oferta de profissionais especializados para alunos com deficiência nas escolas, enquanto o outro estabelece o dia 23 de abril como o Dia Nacional de Conscientização da Fibrodisplasia Ossificante Progressiva (FOP).

A vida de Amália foi o cerne de seu ativismo político, como expresso em seu livro lançado em 2021, intitulado ‘Se Enxerga’. Na obra, ela relata o diagnóstico de uveíte, que resultou na perda da visão do olho esquerdo, bem como os desafios enfrentados, como o deslocamento de retina e um quadro de hepatite medicamentosa, decorrente do tratamento médico.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Política Lula transmite live eleitoral direto do Alvorada após TSE barrar Bolsonaro de usar local em 2022
  2. Política Caetano Veloso ‘faz o L’ e declara apoio a Lula na disputa pela reeleição
  3. Política Maria Bethânia faz o ‘L’ em show e declara voto em Lula à reeleição
  4. Política JHC x Renan Filho: o que a pesquisa revela sobre a eleição em Alagoas