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Lula defende serviços públicos para a classe média, mas segue usando rede privada, como o Hospital Sírio-Libanês

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar economistas que apontam dificuldades financeiras para a construção de novas escolas e institutos federais.

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Durante a cerimônia de entrega do Prêmio Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, Lula afirmou que o país só terá uma educação de qualidade quando a classe média voltar a estudar na rede pública.

“Esse país só vai dar certo o dia que a classe média voltar para a escola pública. E só vai voltar para a escola pública quando ela melhorar. Já foi assim: os grandes intelectuais brasileiros estudaram em escolas públicas”, declarou, citando nomes como Marilena Chauí, Florestan Fernandes e Paulo Freire.

Sem mencionar nomes, Lula também criticou ex-governantes que, segundo ele, defendiam que o país fosse administrado apenas para uma parcela da população. “Esse país tem gente que acha que tinha que ser governado apenas para 35% da população. Apenas para essa parcela, não teríamos problema de orçamento nem de déficit fiscal”, afirmou.

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O evento contou com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do ministro da Educação, Camilo Santana.

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