O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (15) que enviará ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir transporte público gratuito aos fins de semana.
A proposta prevê a adoção da chamada tarifa zero nas cidades brasileiras que possuem transporte coletivo. Com a mudança, os passageiros deixariam de pagar diretamente pelas viagens realizadas aos sábados e domingos.

O anúncio foi feito pelas redes sociais do presidente, poucas horas depois da aprovação da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1. Lula relacionou as duas iniciativas à ampliação do tempo de descanso e lazer dos trabalhadores.
Apesar da promessa, o governo ainda não apresentou uma estimativa definitiva de quanto custaria a gratuidade nacional aos fins de semana nem informou como o programa seria financiado. As despesas operacionais dos sistemas de transporte continuariam existindo e precisariam ser cobertas por recursos públicos ou outras fontes de receita.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppA medida não constava do plano de governo apresentado pela campanha de Lula em agosto. Na ocasião, integrantes da equipe do presidente afirmaram que a proposta ainda exigia estudos sobre financiamento e reformulação do sistema de transporte coletivo.
O anúncio ocorre se dá mesmo com o governo enfrentando pressões sobre a sustentabilidade das contas públicas. Segundo levantamento do UOL, dez medidas apresentadas pelo Executivo têm impacto fiscal estimado em R$ 74,6 bilhões até 2027.
Até aqui, dez medidas apresentadas pelo Executivo têm impacto fiscal estimado em R$ 74,6 bilhões até 2027. Desse total, cinco iniciativas, que somam R$ 23,7 bilhões, ainda não possuem fontes de compensação definidas.
Entre as medidas recentes estão o perdão de dívidas de microempreendedores individuais, a ampliação do programa Pé-de-Meia para universitários e benefícios relacionados aos combustíveis.
Na outra ponta, economistas e representantes do setor produtivo externam preocupação com a situação fiscal do país, sobretudo diante do aumento das despesas públicas e do endividamento, pontos que também dificultam a redução dos juros.