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Pix, perfis falsos, deepfake e panfletos adulterados: Raquel Lyra é alvo de ataques inéditos numa campanha eleitoral

Governadora aciona Justiça Eleitoral e Polícia Civil após identificar perfis suspeitos e vídeo com materiais adulterados pedindo dinheiro em seu nome.

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A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) denunciou formalmente, nos últimos dias, uma sequência de ataques digitais coordenados contra sua campanha, incluindo golpes via Pix, uma rede de perfis falsos nas redes sociais e um vídeo manipulado em que aparece supostamente pedindo dinheiro a eleitores, além de panfletos adulterados espalhados por ruas e avenidas do Grande Recife.

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As investidas mais recentes se deram quando a governadora passou a receber depósitos via Pix de valores pequenos, de origem desconhecida, coincidindo com a divulgação de sua declaração de bens pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na plataforma DivulgaCand. No sábado (8), Raquel Lyra registrou boletim de ocorrência e publicou um vídeo nas redes sociais atribuindo o ato a uma “ação coordenada dos nossos adversários através do gabinete do ódio”. “É óbvio que eu não tô pedindo dinheiro pra ninguém”, afirmou.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O material teria sido produzido a partir de dados pessoais vazados de forma criminosa, usados para editar um vídeo com áudio manipulado em que ela aparece, em um evento político, supostamente afirmando precisar de dinheiro. A Polícia Civil de Pernambuco informou ter instaurado inquérito para apurar o caso e identificar os responsáveis.

Antes disso, em 31 de julho, a campanha de Raquel Lyra já havia acionado o TRE-PE (Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco) e a PRE-PE (Procuradoria Regional Eleitoral) para denunciar uma alegada rede de perfis falsos e robôs atuando contra a governadora nas redes sociais. A campanha identificou 535 perfis, dos quais praticamente todos, conforme o documento, publicavam mensagens críticas a Raquel Lyra e favoráveis ao principal adversário, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). As plataformas digitais, inclusive, já haviam suspendido ou removido cerca de 90% dos perfis catalogados.

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Um relatório técnico anexado à ação mapeou centenas de perfis entre 28 de maio e 12 de julho, dos quais foram enquadrados como suspeitos de atuação coordenada e inautêntica. O texto não atribui a autoria, contratação ou financiamento da rede a nenhuma pessoa, partido ou campanha, e pede à Justiça a preservação das provas técnicas para investigação futura.

A disputa pelo governo de Pernambuco é considerada uma das mais polarizadas  do país neste ano. Pesquisa Datafolha divulgada na última semana mostrou Raquel Lyra com vantagem de 6 pontos percentuais sobre João Campos em cenário principal, vencendo também no segundo turno.

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