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Saúde do ex-presidente Bolsonaro piorou

Defesa de Bolsonaro pede ao STF que cobre da PF laudo médico para análise de prisão domiciliar. Advogados apontam que atraso na entrega do exame pericial impede avanço da ação por razões humanitárias.

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (4), que determine à Polícia Federal a entrega formal do laudo médico produzido por peritos da corporação. Segundo os advogados, a ausência do documento inviabiliza qualquer avanço na análise do pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias.

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O exame médico foi realizado em 20 de janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. No despacho, Moraes estabeleceu prazo de dez dias para que o laudo fosse juntado aos autos, etapa considerada indispensável antes de nova avaliação sobre a necessidade da medida solicitada pela defesa. De acordo com os advogados, o prazo transcorreu sem que o relatório fosse anexado ao processo.

No pedido encaminhado ao STF, a defesa afirma que o estado de saúde de Bolsonaro se agravou desde a realização da perícia. Os advogados relatam episódios recentes de vômitos e crises intensas de soluços, quadro que, segundo eles, torna incompatível a demora na tramitação do pedido.

“Dessa forma, considerando o esgotamento do prazo fixado por Vossa Excelência, o já amplamente delineado estado de saúde fragilizado do Peticionário –o qual, inclusive, apresentou piora nos últimos dias, com o surgimento de episódios eméticos e crise de soluços acentuada– requer-se seja determinada a intimação da Superintendência da Polícia Federal, na pessoa de seu responsável, para que proceda, com a máxima urgência, à juntada do laudo pericial aos autos”, afirmam os advogados.

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A defesa sustenta ainda que, sem o documento oficial da perícia, o assistente técnico indicado não pode apresentar parecer, o que inviabiliza a manifestação completa da parte e posterga a decisão do relator. Diante disso, pede que a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal seja intimada a cumprir imediatamente a determinação judicial.

Bolsonaro estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, mas foi transferido para uma Sala de Estado-Maior no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido como Papudinha. Na decisão de Moraes, ficou autorizado que o ex-presidente receba atendimento no local por médicos particulares previamente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia, com assistência médica disponível 24 horas por dia.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão na ação que apurou uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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