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1964 foi um movimento necessário para que o Brasil não se tornasse uma ditadura, diz Ernesto Araújo

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O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse nesta quarta-feira (27) não considerar que o ato dos militares em 1964 tenha sido um “golpe”. Para o ministro, a tomada de poder pelos militares foi necessária para que o Brasil não se tornasse uma ditadura.

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“Vossa Excelência me perguntava se eu considero 1964 um golpe. Eu não considero um golpe. Considero que foi um movimento necessário para que o Brasil não se tornasse uma ditadura. Não tenho a menor dúvida disso. Essa é minha leitura da história”, disse Araújo.

A declaração do ministro foi dada em audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. 

Após a declaração, o ministro começou a ser questionado pelos deputados sobre a questão do “golpe”. Até que a discussão foi interrompida pelo deputado Eduardo Bolsonaro.

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“Por favor, vamos continuar com a palavra aqui do ministro, todos ouviram pacientemente os deputados, agora é a vez de o ministro falar, depois a gente abre novamente para as considerações”, disse o deputado.

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