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CBPF contribui com pesquisa da produção de impressoras 3D que podem ajudar na fabricação de equipamentos médicos no combate ao coronavírus

A ideia do projeto é desenvolver, adaptar, construir e distribuir, em um momento de escassez, de forma gratuita, equipamentos médicos, a profissionais de saúde que enfrentam a pandemia

Os esforços do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), para o enfrentamento da pandemia do coronavírus chinês podem ser divididos em duas categorias: visíveis e invisíveis.

O Laboratório Multiusuário de Instrumentação e Tecnologia Mecânica (LITMec), do CBPF, participa do projeto ‘SOS 3D Covid-19’, juntamente com a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Essa frente multidisciplinar reúne pesquisadores, professores, empreendedores, gestores, médicos, advogados, além de cidadãos e cidadãs interessados em ajudar.

“A ideia do projeto é desenvolver, adaptar, construir e distribuir, em um momento de escassez, de forma gratuita, equipamentos médicos, a profissionais de saúde que enfrentam a pandemia”, disse o coordenador dessas atividades no CBPF, o engenheiro e tecnologista pleno Rodrigo Felix Cardoso, do LITMec.

Para isso, o LITMec tem empregado sua impressora 3D para a chamada manufatura aditiva (impressão tridimensional). Essa técnica está possibilitando a produção de suportes para máscaras de proteção facial (face shield) de uso na área de saúde.

Outras instituições fazem, por exemplo, o corte do visor da máscara a partir de chapas de acetato. Quando as máscaras estão prontas, são enviadas para uma empresa que as esteriliza.

O LITMec também está buscando outras formas de fabricação das máscaras, para aumentar o volume de produção desse equipamento. Uma delas seria o processo de injeção plástica, para o qual será preciso desenvolver um molde que, posteriormente, seria repassado para a indústria.

“Com isso, a produção aumentaria umas 40 vezes”, disse Cardoso.

Invisível , mas essencial
O CBPF é o ‘centro nevrálgico’ (backbone) da Rede Rio, a infraestrutura de internet no estado fluminense que conecta órgãos públicos e privados, de universidades e institutos de pesquisa a empresas, prefeituras e forças armadas.

“Neste momento de crise, estamos reforçando nosso apoio aos canais de comunicação de dados, com plantão presencial e remoto, dando prioridade a instituições ligadas à área de saúde, como centros de pesquisa e hospitais”, disse o tecnologista sênior Márcio Portes de Albuquerque, vice-diretor do CBPF.

“Estamos fazendo o que sempre fizemos com excelência. Mas, agora, com empenho redobrado. Manter as comunicações funcionando é uma de nossas prioridades neste momento. É um trabalho invisível, mas crucial”, disse o físico experimental Ronald Shellard, diretor do CBPF.

Bolsista Bruno Rangel com máscara completa. Crédito: LITMec/CBPF.

IA? Presente!
O Grupo de Inteligência Artificial do CBPF está atuando em dois desafios internacionais. O primeiro ajuda a responder perguntas lançadas pela Organização Mundial da Saúde e Academia de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA. O objetivo do esforço é identificar – ao longo deste abril, com o uso de programas de inteligência artificial (IA) que o CBPF desenvolveu para a área de astrofísica e petrofísica – fatores que parecem impactar na disseminação e letalidade da doença.

O segundo tenta responder a perguntas específicas sobre a evolução do vírus chinês no Brasil, no contexto de um sistema de saúde sobrecarregado e com limitação para a realização de testes de detecção do vírus.

Os dados obtidos pelo grupo serão enviados para organismos internacionais e estarão disponíveis na plataforma Kaggle, empresa do grupo Google que disponibiliza ferramentas online para cientistas e profissionais que trabalham com IA.

Além de Albuquerque, a equipe de IA envolvida nesse esforço é composta por Clécio De Bom, do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca e pesquisador colaborador do CBPF, e Marcelo Albuquerque, tecnologista sênior do CBPF. Participam também Elisângela Lopes, Patrick Schubert e Manuel Valentin, pesquisadores vinculados ao CBPF que atuam nos projetos de pesquisa e desenvolvimento com a Petrobrás.

Hack@CBPF
Pesquisadores, servidores e funcionários do CBPF começaram a discutir a possibilidade de realizar uma Hackathon voltada para o desenvolvimento de aplicativos, equipamentos e serviços que possam ajudar a combater a pandemia.

Mais informações:
CBPF: www.cbpf.br
LITMec: http://mesonpi.cat.cbpf.br/litmecmult
Kaggle: www.kaggle.com

Com informações, CBPF.

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