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PF faz operação contra narcotráfico na fronteira com o Paraguai

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Policiais federais saíram às ruas nesta quinta-feira (27) em diferentes áreas do Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo para cumprir 21 mandados judiciais de prisão e 67 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma organização criminosa que se associou para controlar o tráfico internacional de drogas na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.

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Em nota, a Polícia Federal (PF) informou, sem mencionar nomes, que o principal alvo da investigação “é mundialmente conhecido pelo seu envolvimento com o tráfico internacional de drogas e também de armas”, já tendo sido preso no Paraguai, de onde foi expulso em 2017, quando passou a cumprir pena em estabelecimentos prisionais federais do Brasil.

De acordo com apurações iniciais, trata-se de Jarvis Parvão, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília. Razão do nome dado à operação deflagrada hoje, com o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Receita Federal, Pavo Real, nome que, segundo a própria PF, “faz referência à alcunha (codinome) pelo qual é chamado o investigado”.

O cumprimento dos mandados de prisão (sendo 16 preventivas e cinco temporárias) e de busca e apreensão, foi autorizado pela 3ª Vara da Justiça Federal, em Rondônia, especializada em delitos praticados por organizações criminosas, contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. Outras cinco pessoas investigadas tiveram as prisões convertidas em domiciliar, em razão de suas idades e por possuírem filhos menores.

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Ocultação de bens patrimoniais

Em nota, a PF informou que vem investigando os suspeitos desde o ano passado, e que, neste tempo, reuniu provas da existência de um esquema criminoso de ocultação de bens patrimoniais adquiridos com o dinheiro obtido ilegalmente.

De acordo com a PF, parentes de Jarvis Parvão, incluindo sua esposa, mãe, padrasto, filhos, genros, irmãos e sobrinhos, participavam do esquema de lavagem de dinheiro. Todos tiveram prisões decretadas pela 3ª Vara da Justiça Federal.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de mais de R$ 302 milhões das contas de 96 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, e a suspensão da atividade comercial de 22 empresas que, segundo os investigadores, eram usadas para movimentar valores ilícitos.

A Justiça Federal também determinou o sequestro de 17 veículos de luxo, com valores individuais de mercado superiores a R$ 100 mil cada, e que, somados, totalizam R$ 2,3 milhões, além do sequestro de todos os veículos em nome/em uso pelos investigados.

Também foram sequestrados, com autorização judicial, 50 imóveis, cujos valores, somados, ultrapassam R$ 50 milhões, de acordo com a PF. Dezenas de outros imóveis registrados em nome de investigados também foram sequestrados.

As informações da Agência Brasil.

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