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Telemedicina pode detectar a COVID-19 antes dos sintomas

Projeto da Universidade Federal do Espírito Santo desenvolve Assistente Médico Portátil Integrado para monitoramento de pacientes

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Um Assistente Médico Portátil Integrado (AMPI) capaz de ajudar no diagnóstico da COVID-19. Essa é a proposta de um dos projetos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) selecionados para o Programa de Combate a Epidemias da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pelo Edital nº 12/2020. Por meio da telemedicina, o AMPI fará medição de batimentos cardíacos, pressão arterial, nível de saturação de oxigênio e temperatura corpórea.

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Teodiano Freire, representante do projeto, contou que o estudo pretende usar algoritmos de inteligência artificial a partir de uma rede neural de aprendizagem profunda – Deep Learning – nos dados obtidos do usuário. Assim, a infecção será detectada antes de os sintomas se manifestarem, permitindo ao paciente a tomada imediata de precauções, como o isolamento e o atendimento médico para os exames clínicos.

O professor ressaltou a importância da aferição da tensão arterial no diagnóstico, já que “a hipertensão é a principal causa de morte cardiovascular, um dos fatores de risco para pacientes com a COVID-19”. Freire explicou que o nível de oxigênio está associado à dificuldade em respirar e à falta de ar, relatadas pelos pacientes com casos mais graves da doença causada pelo novo vírus corona. Finalmente, a medição da temperatura, que permite a detecção de febre, outro dos sintomas mais frequentes.

O trabalho também vai buscar soluções de baixo custo para o AMPI, melhorando técnicas de monitoramento já desenvolvidas pelos grupos de pesquisa que integram a equipe, como o sensoriamento de Robótica e Tecnologia Assistiva. Este processo estima a pressão arterial e a frequência cardíaca por sinais de rPPG (Fotopletismografia Remota) – uma tecnologia similar a dos oxímetros de pulso ou dedo que usam luzes vermelhas e infravermelhas – agora, usando as câmeras dos smartphones.

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Outra solução apontada pelo projeto é o uso de fibras ópticas integradas diretamente sobre têxteis. Aproveitando a experiência do Grupo de Pesquisa em Telecomunicações, a intenção será  desenvolver um tecido inteligente, no qual a roupa do usuário servirá como sensor para vários parâmetros.

Programa Combate a Epidemias
É um conjunto de ações de apoio a projetos, pesquisas e formação de recursos humanos de alto nível para enfrentar a pandemia da COVID-19 e temas relacionados a endemias e epidemias, no âmbito dos programas de pós-graduação de mestrado e doutorado do País. O Programa está estruturado em duas dimensões: Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas e Ações Estratégicas Emergenciais Induzidas em Áreas Específicas.

Em três editais, 109 projetos de pesquisa e formação de recursos humanos foram selecionados, com o envolvimento de mais de 1.300 pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras. Os projetos vão estudar temas relacionados a Epidemias, Fármacos e Imunologia e Telemedicina e Análise de dados Médicos.

Confira no Programa de Combate a Epidemias os detalhes dos três editais:
CAPES – Epidemias – Edital nº 09/2020
CAPES – Fármacos e Imunologia – Edital nº 11/2020
CAPES – Telemedicina e Análise de Dados Médicos – Edital nº 12/2020

Confira o resultado final do Edital nº 09/2020
Confira o resultado final do Edital nº 11/2020
Confira o resultado final do Edital nº 12/2020

Com informações, CCS/CAPES.

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