CONEXÃO POLÍTICA
ver tudo
Menu Judiciário
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Moraes destitui advogados de ex-assessores de Bolsonaro e transfere defesa para a Defensoria Pública

Ministro acusa advogados de ‘manobra procrastinatória’ por não apresentarem alegações finais no prazo; defesa contesta e afirma que medida fere garantias constitucionais.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (9) a destituição dos advogados Eduardo Kuntz e Jeffrey Chiquini, responsáveis pela defesa de dois ex-assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro: Marcelo Câmara e Filipe Martins. A medida ocorre no âmbito do chamado Núcleo 2 da investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na decisão, Moraes alegou que os advogados “abusaram do poder de defesa” ao não apresentarem as alegações finais no prazo estipulado. A Corte transferiu a representação dos réus à Defensoria Pública da União (DPU), responsável por assumir a defesa a partir de agora.

Acusações de manobra e má-fé

O prazo para entrega das alegações finais teria encerrado na terça-feira (7). Moraes classificou como “inusitado” o comportamento dos advogados e afirmou que houve “litigância de má-fé”, com a intenção de adiar indevidamente o processo. Ele apontou que a conduta representa uma “manobra procrastinatória” sem respaldo legal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

Reação da defesa

Em nota, o advogado Eduardo Kuntz afirmou que o prazo ainda está em curso e que as alegações serão apresentadas até o dia 23 de outubro. Segundo ele, o período de 15 dias úteis passou a contar a partir de 8 de outubro, data em que uma diligência autorizada pelo próprio Moraes foi juntada ao processo. A defesa informou que adotará medidas cabíveis para permanecer no caso, ressaltando o direito à “independência profissional” e ao “respeito às garantias constitucionais”.

O advogado Jeffrey Chiquini, por sua vez, gravou um vídeo publicado nas redes sociais em que questiona os fundamentos da decisão e afirma que a destituição fere princípios democráticos. “Alegam que perdemos o prazo. Não perdemos. Nos acusam de abusar do direito de defesa. Em democracias isso não acontece, quem escolhe o advogado é o acusado”, declarou.

Câmara e Martins

Marcelo Câmara atuou como assessor de Bolsonaro, e Filipe Martins foi responsável por assuntos internacionais durante o governo anterior. Ambos são réus em investigações que apuram suposta articulação de medidas antidemocráticas.

Comentários (0)

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Os comentários estão fechados para esta matéria.

Seja o primeiro a comentar esta matéria.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Judiciário Moraes mantém condenação, e bolsonarista mais votado pode ficar fora das eleições por post nas redes
  2. Judiciário Fachin emite comunicado no STF após ações dos Estados Unidos sob Trump
  3. Judiciário Covid-19: Nunes Marques arquiva ação do PSOL contra ex-presidente Bolsonaro
  4. Judiciário Procuradoria pede condenação de Lula por propaganda eleitoral antecipada