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Com aliados no STF, Congresso de esquerda e internet regulada, Lula transformará o Brasil em ‘potência’, dizem petistas

Narrativa contraditória de setores da esquerda ignora os atuais indicadores negativos sob o lulopetismo, mesmo com maioria no Supremo, apoio de parte da imprensa e políticas de controle nas redes sociais já em vigor.

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Uma narrativa tem viralizado entre apoiadores do presidente na internet. Grupos de esquerda difundem a tese de que o Brasil estaria no caminho de se tornar uma “potência mundial” com uma combinação de aliados no Supremo Tribunal Federal, um Congresso considerado fechado com governo e a regulação da internet promovida pelos decretos presidenciais.

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As publicações, que circulam principalmente no X/Twitter, sustentam que esse tripé institucional seria suficiente para tirar o Brasil da crise e posicioná-lo como referência e autoridade global. O raciocínio exposto nas postagens segue uma lógica específica, argumentando que, com o STF alinhado ao Executivo, as decisões do governo ficam blindadas de questionamentos jurídicos.

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Junto a isso, sob um Congresso controlado pela base aliada, as pautas do PT avançam sem resistência; e com as big techs reguladas, o campo da narrativa digital passa a ser gerido por regras que os apoiadores enquadram como necessárias para combater a “desinformação” de grupos que tentem “desequilibrar as estruturas democráticas”.

Por outro lado, apesar da narrativa propagada por setores ligados ao PT, os indicadores econômicos do governo Lula 3 contrastam com o otimismo difundido nas postagens. A taxa Selic está em 14,5% ao ano, colocando o Brasil entre os países com o crédito mais caro do G20.

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Em abril, a cesta básica registrou alta em todas as 27 capitais pelo segundo mês consecutivo. A Petrobras também anunciou reajustes sucessivos nos combustíveis, enquanto a dívida pública já supera R$ 7,5 trilhões. Paralelamente, pesquisas dos principais institutos apontam desaprovação majoritária ao governo. Lula encerra o seu terceiro mandato com a maior rejeição desde a sua entrada na vida pública.

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