Os Estados Unidos notificaram o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da Força Aérea Brasileira, para acompanhar a apuração de um incidente ocorrido em 4 de agosto envolvendo o helicóptero Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, e um avião comercial fabricado pela Embraer. O Brasil foi acionado por se tratar de uma aeronave de projeto brasileiro, conforme as regras da ICAO (Organização de Aviação Civil Internacional).
O caso ocorreu nas proximidades do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, quando o jato E-170, operado pela Envoy Air para a American Airlines, já havia decolado. Segundo relatório preliminar do NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA), divulgado na quinta-feira (27.ago.2026), as duas aeronaves chegaram a ficar a cerca de 1,5 km de distância lateral e cerca de 210 metros na vertical, abaixo do padrão mínimo de segurança exigido para o espaço aéreo. Ninguém ficou ferido, e ambas as aeronaves seguiram viagem normalmente.

A causa do incidente foi atribuída a uma falha de comunicação: o helicóptero presidencial precisava avisar a torre de controle com três minutos de antecedência para a interrupção temporária do tráfego comercial, mas o aviso não chegou adequadamente. Segundo o NTSB, a equipe do Marine One tentou contato duas vezes — a primeira transmissão não foi recebida, e a segunda chegou interrompida e ininteligível. O problema foi atribuído a limitações de sinal no local temporário de decolagem do helicóptero, o parque The Ellipse, próximo à Casa Branca, usado desde julho por causa de obras na sede do governo americano.
Após a ocorrência, a FAA (Administração Federal de Aviação) convocou um painel de revisão de segurança e reposicionou o receptor de rádio para o topo da torre de controle do aeroporto Reagan, além de sustentar o protocolo de aviso prévio de decolagens do helicóptero presidencial.
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