Pesquisa Datafolha divulgada no sábado (12) mostra que 75% dos brasileiros defendem algum tipo de medida contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação das mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
O grupo é formado por 34% que consideram que Moraes deveria se afastar temporariamente do cargo para ser investigado, 28% que defendem a abertura de um processo de impeachment no Senado e 13% que apoiam a renúncia do ministro.

Outros 7% afirmaram que nada deveria acontecer porque não veem irregularidade nas mensagens. Para 5%, Moraes não deveria sofrer consequências porque o vazamento do material teria ocorrido de maneira ilegal. Os que não souberam responder somaram 13%.
O levantamento foi realizado depois da divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens enviadas por Vorcaro a um número atribuído pelos investigadores a Moraes. O documento também apresenta referências a encontros e pedidos de orientação feitos pelo banqueiro.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppOs dados disponíveis não comprovam que todas as solicitações de Vorcaro tenham sido atendidas. Moraes contesta a interpretação do material e já negou ter recebido parte das mensagens atribuídas a ele.
Apesar da ampla defesa de alguma providência contra o ministro, 85% dos entrevistados disseram que as revelações não mudaram nem devem mudar seu voto para presidente. Outros 7% ficaram em dúvida e 4% afirmaram ter alterado a escolha eleitoral.
A pesquisa também identificou conhecimento limitado sobre o episódio. Apenas 26% se declararam bem informados, enquanto 33% disseram estar mais ou menos informados. Outros 7% se consideraram mal informados e 32% afirmaram não ter tomado conhecimento do caso.
O Datafolha entrevistou presencialmente 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01833/2026.