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Mendonça parte para cima de Moraes e pede investigação por crimes

Ministro acusa uso indevido da Polícia Federal e aponta abuso de autoridade.

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Nesta terça-feira (22), o ministro André Mendonça encaminhou uma manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em que reage duramente aos ataques feitos pelo ministro Alexandre de Moraes.

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Mendonça afirma que Moraes utilizou relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) que, segundo a própria documentação, não tinham valor probatório. Para o ministro, houve uma “instrumentalização da Polícia Federal” e “evidente desvio de finalidade” na utilização dos documentos para fundamentar acusações contra ele.

Foto: Carlos Moura/STF

No ofício, Mendonça também acusa Moraes de ter distorcido o conteúdo dos relatórios para atribuir a ele condutas que, segundo o ministro, os próprios documentos relacionavam às equipes policiais responsáveis pelas investigações. Ele afirma ainda que a decisão foi tomada de forma monocrática e teria ampliado indevidamente o objeto do Inquérito das Fake News.

Outro ponto destacado por Mendonça é a relação entre Moraes e os documentos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro menciona uma “relação pessoal” entre Vorcaro e Moraes, inclusive em período próximo à primeira prisão do banqueiro, além de encontros presenciais e contratos de serviços advocatícios com o escritório da esposa do ministro.

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Para André Mendonça, os relatórios apócrifos apresentam falhas formais e materiais, não identificam individualmente seus autores e trazem expressamente a indicação de que não deveriam ser utilizados como prova. Ele sustenta que a documentação foi usada para produzir uma imputação criminal contra um ministro do próprio Supremo, o que é gravíssimo.

Na conclusão, Mendonça declarou que o episódio envolve “atividade ilícita da Polícia Federal”, “evidente denunciação caluniosa” e “abuso de autoridade na tentativa de intimidar e obstruir a justiça”. Ele pede que a Presidência do STF avalie a apuração, em tese, dos crimes previstos nos artigos 27 e 30 da Lei de Abuso de Autoridade e no artigo 339 do Código Penal.

Além disso, o ministro do Supremo pede a abertura de investigação para identificar a origem, autoria e circunstâncias em que os relatórios foram produzidos, bem como o arquivamento da representação apresentada por Moraes.

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