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Sentimentos que atrapalham a vida

Coluna do Conexão Política sobre reflexões cristãs.

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Sentimentos surgem dentro de nós desde o levantar até o momento do nosso deitar, sendo eles geradores de tantos outros, às vezes, nem mesmo conseguimos nomeá-los diante da velocidade com que se processam em nosso interior. Eles não surgem do ‘nada’. Os sentimentos são precedidos pelas experiências que temos com o mundo exterior, em que nossos sentidos entram em contato, despertando-os dentro de nós. Algumas pessoas têm grande facilidade para detectar e definir sentimentos que permeiam sobre os outros. Porém, falar de sentimentos que se manifestam e agem em nós mesmos parece não ser tão fácil assim.

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Para que pudéssemos nos expressar com o mundo exterior, fomos dotados por Deus com a capacidade ‘almática’, em que podemos sentir e nos manifestar conforme as emoções nascidas em nosso ser. É nesse ‘ambiente externo’ que se manifesta os sentimentos em tantas outras pessoas. Seja no trabalho, em casa, na igreja, no restaurante, num jogo de futebol ou onde for. Sempre há um ‘interior’ em nós que vai manifestar o que ocorre no íntimo. Sentimentos ‘nascidos’ em nós não têm outro caminho senão a expressão na forma de opinião, influência ou mesmo ‘provocar problema’. As decisões mais racionais têm origem no ‘pensar’ sobre o que se está sentindo, e possibilitando um toque de ‘correção’ nas emoções produzidas pelos sentimentos, antes que se danifique tudo ao redor – em que está amparada a frase: “cuidado pra você não perder a razão”.

Na Bíblia, isso ocorrem vários personagens que agem pela ‘explosão’ de sentimentos. Vale lembrar que não havia parâmetros sobre o agir com ‘inteligência emocional’, embora muitos textos poéticos sejam frutos das experiências vividas. O personagem Saul é uma história clássica de como ‘sentimentos combinados’ podem arruinar a vida de uma pessoa. O cíúme incontrolável gerado dentro dele, que não lhe permitia dividir as atenções do povo com Davi, abriu as portas para que a inveja o dominasse e, a partir dali, buscasse a todo custo eliminar quem representasse ameaça ao seu reinado = o próprio Davi.

“Quando os soldados voltavam para casa, depois que Davi matou o filisteu, as mulheres saíram de todas as cidades de Israel ao encontro do rei Saul com cânticos e danças , com tamborins, com músicas alegres e instrumentos de três cordas.  As mulheres dançavam e cantavam: ‘Saul matou milhares, e Davi, dezenas de milhares’.  Saul ficou muito irritado com esse refrão e, aborrecido, disse: ‘Atribuíram a Davi dezenas de milhares, mas a mim apenas milhares.  O que mais lhe falta senão o reino?’  Daí em diante Saul olhava com inveja para Davi.  – 1 Samuel 18:6-9 – 

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Os que são movidos pela inveja não se sentem ‘poderosos’ nem tão pouco os que se movem pelo ciúme conseguem se sentir amados. O risco em viver em ‘parceria’ com esses tipos de sentimentos ao invés de combatê-los é que eles acabam nos ‘exigindo’ soluções sociais não-saudáveis.

Há um outro sentimento que atua junto a esses dois: A REJEIÇÃO. Saul não conseguiu fazer a devida leitura do problema, mas nós temos a oportunidade frear tais sentimentos que são indesejáveis em nosso interior, e que nos atrapalham sempre que somos expostos a determinadas situações ou pessoas. Nosso aliado nessas questões é Aquele que nos conhece com precisão: o Espírito Santo. Portanto, não precisamos nos ocultar ou nos esconder dEle.

Precisamos experimentar o que Ele deixou escrito em sua Palavra, fazendo nosso ser se misturar ao que já foi a experiência de muitos personagens bíblicos e tantas quantas pessoas já relataram.

Um dos textos mais fascinantes que demonstra exercer atuação direta com a natureza humana está em Gálatas 5:22-23, que trata da ação do Fruto do Espírito em nosso interior: “Mas fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”, alinhado ao sentimento de paternidade que o apóstolo Paulo expressa em Gálatas 2:20, em que diz: (Cristo) “me amou e se entregou por mim”.

Tudo isso é suficiente para garantir que é possível sermos envolvidos pelo Espírito de Deus em um processo modificador dos nossos sentimentos, além de fazer parte do processo magnífico de santificação na vida daqueles que se entregaram a Ele.

“Porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: ‘Aba, Pai.'” – Gálatas 4:6

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