O Magazine Luiza (MGLU3) obteve do Banco Central (BC) a licença para criar uma financeira própria, com capital social de R$ 40 milhões. Os controladores da nova instituição são a Fintech Magalu Holding e a empresária Luiza Trajano.
A empresa já possui a Luizacred, financeira operada em parceria com o Itaú. Em meados de 2024, os sócios realizaram um aporte de R$ 1 bilhão na unidade, com o objetivo de fortalecer o crescimento do negócio e aprimorar a estrutura de crédito da companhia.
Além do Magazine Luiza, o BC também aprovou a criação de uma Sociedade de Crédito Direto (SCD) pela EasyCrédito, que possui um capital social de R$ 1,3 milhão. A empresa foi adquirida pelo Fitbank em 2022. As informações foram divulgadas pelo Valor Econômico.
BB Investimentos rebaixa recomendação da Magalu (MGLU3)
O BB Investimentos reduziu a recomendação das ações do Magazine Luiza de compra para neutro, estabelecendo um preço-alvo de R$ 9 para o final de 2025. A decisão foi publicada em um relatório nesta quinta-feira (13) e divulgada pelo portal Invest.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppA analista do banco, Andréa Aznar, avaliou que os resultados do terceiro trimestre de 2024, somados ao cenário macroeconômico desafiador, indicam perspectivas negativas para a empresa no curto prazo.
Segundo Aznar, o Magazine Luiza mantém fundamentos positivos, mas enfrenta riscos externos como juros elevados, crédito mais caro e possível aumento da inadimplência.
Impacto da alta da Selic
A especialista destacou que as sucessivas altas da Selic têm prejudicado severamente empresas cíclicas, como a Magazine Luiza. O cenário atual, segundo Aznar, continua desfavorável para o setor varejista.
“Esses fatores, combinados com um esperado aumento da taxa de desemprego no segundo semestre e uma consequente queda na renda das famílias, não jogam a favor da empresa”, afirmou.
O relatório do BB Investimentos alerta que esses desafios podem impactar a participação da Magalu no mercado de produtos de alto valor, setor que tradicionalmente depende de condições favoráveis de crédito para sustentar o consumo.
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