A Força Municipal do Rio de Janeiro completou seis meses de atuação nas ruas e informou que houve redução nos registros de roubos e furtos em diferentes áreas da cidade. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a queda passou de 70% em alguns dos locais monitorados.
O policiamento começou a ser implantado em março deste ano e atualmente está presente em 14 perímetros definidos a partir dos índices de criminalidade. O levantamento compara os registros de roubos e furtos de celulares e contra pedestres em períodos equivalentes de 2025 e 2026, considerando os horários de atuação dos agentes. Os dados ainda são parciais.

Em Botafogo, na Zona Sul, a redução chegou a 73,10% na região do Metrô Botafogo, Rua São Clemente e Rua Voluntários da Pátria. Outro perímetro do bairro teve queda de 65,30%, enquanto a área entre a Praia de Botafogo e a Rua Marquês de Abrantes registrou redução de 39,30%.
Na Zona Sudoeste, Freguesia e Jacarepaguá tiveram queda de 71,40%. Na região da Avenida Ayrton Senna com a Avenida das Américas, a redução foi de 46,60%, enquanto Jardim Oceânico e Praça do Ó registraram 36,60%.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppNo Centro, a redução chegou a 62,40% na área entre a Rodoviária, o Terminal Gentileza e a Estação Leopoldina. Já o perímetro que inclui a Avenida Presidente Vargas, Central do Brasil, Campo de Santana e Cinelândia teve queda de 43,60%.
Também foram registradas reduções na Tijuca (38,60%), Méier e Cachambi (16,80%), Bangu (50%), Campo Grande (38,50%) e Jardim de Alah (8,60%).

Além dos indicadores de criminalidade, a Força Municipal informou que realizou mais de 13 mil abordagens desde o início das operações. No período, foram 1.246 prisões e conduções para delegacias, além da recuperação ou apreensão de 317 celulares e 243 motocicletas.
Os agentes também apreenderam uma pistola, 21 réplicas de armas de fogo e 71 armas brancas. Ao todo, foram cumpridos 32 mandados de prisão.
A Força Municipal informou que o trabalho continuará sendo ampliado de acordo com os dados de criminalidade e as necessidades de cada região. A proposta é manter o policiamento preventivo nos pontos considerados mais sensíveis e acompanhar os resultados ao longo dos próximos meses.