ver tudo
Menu Internacional
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Polícia Federal abre investigação após haitianos chegarem a Viracopos com vistos humanitários falsificados

Autoridades identificaram irregularidades em 113 dos 115 passageiros de voo fretado vindo de Porto Príncipe; companhia aérea contesta versão oficial.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

A Polícia Federal informou que abriu investigação para apurar a entrada de haitianos com documentação irregular no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). O grupo chegou ao Brasil na manhã de quinta-feira (12) em um voo fretado procedente de Porto Príncipe.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo a corporação, 113 dos 115 passageiros apresentaram vistos humanitários falsificados durante o procedimento de controle migratório realizado no terminal.

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Diante da constatação, foi aplicada a medida administrativa de inadmissão prevista na Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017). Nesses casos, a legislação estabelece que a companhia aérea responsável pelo transporte deve providenciar o retorno do passageiro ao ponto de origem.

Permanência da aeronave

Após a decisão de inadmissão, os passageiros foram reembarcados no avião. De acordo com a Polícia Federal, por volta das 12h todos já estavam a bordo e a porta da aeronave havia sido fechada, com autorização para decolagem e retorno ao Haiti.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

A aeronave, ainda assim, permaneceu no pátio do aeroporto por cerca de dez horas.

A Polícia Federal alega que o atraso ocorreu por questões operacionais relacionadas ao voo, cuja responsabilidade seria da companhia aérea e da tripulação. A corporação sustentou que não possui ingerência sobre decisões operacionais de voo.

Versão da companhia aérea

A Aviatsa (Aviación Tecnológica S.A.), empresa hondurenha responsável pela operação do voo, contestou a versão apresentada pela Polícia Federal.

Segundo a companhia, os passageiros estavam devidamente identificados e possuíam passaportes válidos, mas não tiveram a oportunidade de apresentar seus documentos às autoridades.

A empresa também afirmou que a aeronave foi mantida fechada por decisão da Polícia Federal e que os passageiros permaneceram por horas sem acesso a água e alimentação.

O departamento jurídico da Aviatsa externou que avalia levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A empresa afirma contar com apoio da organização Advogados sem Fronteiras e busca manifestação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Estuda-se também a possibilidade de denúncia do Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, caso em que já temos apoio da Advogados sem Fronteiras e buscamos por ora o apoio da OAB”, afirmou o jurídico da companhia.

Apuração sobre falsificação

A Polícia Federal informou que instaurará procedimento investigativo para identificar os responsáveis pela falsificação dos documentos e pela organização do deslocamento irregular dos migrantes.

Segundo a corporação, a apuração envolve possíveis crimes previstos na legislação brasileira relacionados à entrada ilegal de estrangeiros no país.

O artigo 232-A do Código Penal estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão para quem promover, por qualquer meio, a entrada ilegal de estrangeiros em território nacional.

A Polícia Federal também disse que a legislação brasileira permite que estrangeiros apresentem pedido de refúgio de forma individual. O processo deve ser iniciado pelo Sistema Sisconare, plataforma eletrônica utilizada para registrar solicitações de reconhecimento da condição de refugiado.

Após o preenchimento do formulário, o solicitante precisa comparecer a uma unidade da Polícia Federal responsável pelo controle migratório para validação das informações e emissão do protocolo provisório.

Durante o período em que permaneceram no aeroporto, os estrangeiros foram encaminhados para uma área do terminal disponibilizada pela concessionária responsável pela administração do aeroporto, com acesso a instalações sanitárias e alimentação, segundo informou a corporação.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Internacional Fila de brasileiros para curso de drones promovido por traficantes repercute na imprensa internacional
  2. Internacional Lulinha mora em edifício de luxo em Madri com sauna e até spa, mas petista havia dito que ele vivia em ‘condições precárias’
  3. Internacional Justiça norte-americana diz ser falso o documento dos EUA usado pelo STF para prender Filipe Martins
  4. Internacional Sanções contra Alexandre de Moraes voltam à mesa do governo Trump