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Fachin emite comunicado no STF após ações dos Estados Unidos sob Trump

Presidente da Corte afirma que tribunal atuará “com serenidade, independência e firmeza” e que divergências entre Estados devem ser conduzidas por canais diplomáticos.

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, divulgou nesta quinta-feira (16) nota oficial em resposta às críticas do governo dos Estados Unidos às decisões da corte, que foram citadas pelo Escritório do Representante Comercial americano, o USTR, entre as justificativas para a imposição do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.

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Sem mencionar diretamente Trump ou os Estados Unidos diretamente, Fachin afirmou que o STF “permanecerá exercendo, com serenidade, independência e firmeza, a missão que lhe foi confiada pela Constituição da República, sem qualquer influência, pressão ou condicionamento de natureza externa, preservando a integridade da ordem constitucional, a separação dos Poderes, a democracia e o Estado de Direito.”

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Conexão com o tarifaço

Entre as justificativas apresentadas pelo USTR para a tarifa, o governo americano citou a decisão do STF sobre big techs, concluída em 10 de junho, que estabeleceu a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos irregulares produzidos por terceiros sem necessidade de ordem judicial prévia. A medida abriu reação de representantes americanos, que a enquadraram como restrição à liberdade de expressão e à operação de empresas americanas no Brasil.

Na nota, Fachin diz ser “necessário esclarecer as menções hostis de autoridades em repúdio a decisões judiciais brasileiras, em especial as que estabeleceram regras para as redes sociais”, e acrescenta que divergências entre Estados devem ser conduzidas pelos canais diplomáticos, “jamais por iniciativas que possam ser interpretadas como forma de constrangimento ao exercício da jurisdição constitucional.”

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Histórico das tensões

Não é a primeira vez que Fachin reage diretamente a posicionamentos das autoridades americanas. Em julho de 2025, o governo Trump havia imposto tarifas de 50% contra o Brasil, suspendido vistos americanos de autoridades brasileiras e determinado a inclusão do ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky. As restrições de vistos atingiram também Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

O tarifaço de 25% agora formalizado é menor do que o de 50% imposto em 2025, mas avança em um padrão de pressão americana sobre o Judiciário brasileiro que se estende por mais de um ano e que o STF, pela voz de Fachin, afirma não ter qualquer intenção de ceder.

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