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Gilmar procura Lula para cobrar apoio do governo à cúpula da PF em embate com Mendonça, diz jornal

Decano do STF teria alertado presidente sobre falta de respaldo a Andrei Rodrigues e afirmado que eventual intervenção indevida de ministro no trabalho da PF também seria problema do governo.

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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), procurou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cobrar maior apoio do governo à cúpula da Polícia Federal em meio ao embate entre o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça. As informações são da Folha de S.Paulo.

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O encontro ocorreu na terça-feira (1º), antes de Mendonça retirar o sigilo do relatório da PF que trouxe a público mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro e atribuídas a comunicações com Alexandre de Moraes. A reunião entre Gilmar e Lula não constou da agenda oficial do presidente.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Segundo a Folha, Gilmar vinha manifestando preocupação com o que considera falta de apoio das instituições do governo à direção da Polícia Federal. O ministro teria procurado Lula depois de participar de um café que também contou com integrantes do Supremo e com Andrei Rodrigues.

Na conversa com o presidente, Gilmar teria afirmado que, caso um ministro do STF esteja fazendo uma intervenção indevida no trabalho da Polícia Federal, a questão não deveria ser tratada apenas como um problema interno do Supremo, mas também como um assunto do governo.

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Integrantes da cúpula da PF têm reclamado da atuação da Advocacia-Geral da União no conflito com Mendonça. Gilmar também teria apontado a Lula uma “disfuncionalidade” na relação da corporação com a AGU e o Ministério da Justiça. A AGU, por outro lado, resiste a assumir medidas que possam interferir diretamente na condução das investigações do Banco Master.

Lula também conversou com outros integrantes do Supremo em meio à crise. Edson Fachin esteve com o presidente e tratou dos desdobramentos do caso, enquanto a CNN informou que Flávio Dino também participou das conversas. De acordo com os relatos, Lula demonstrou preocupação com a possibilidade de o agravamento da crise no STF produzir efeitos sobre o processo eleitoral deste ano.

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