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Gilmar reabriu ação arquivada há 2 anos para validar reajuste do Bolsa Família

Caminho adotado pela AGU fez a questão chegar diretamente ao ministro, sem passar por distribuição entre os integrantes do STF.

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reabriu uma ação que estava arquivada desde agosto de 2024 para dar validade ao reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula. Na sexta-feira (18), um dia após o anúncio, o ministro considerou que o aumento não viola as regras eleitorais.

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O processo é o Mandado de Injunção 7.300, apresentado em 2020 pela Defensoria Pública da União (DPU) em nome de um desempregado que recebia o Bolsa Família e afirmava viver em situação de rua e ter problemas de saúde.

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Na época, o caso era relatado pelo então ministro Marco Aurélio Mello. Após a aposentadoria dele, Gilmar Mendes assumiu a relatoria. O processo transitou em julgado em março de 2023 e foi arquivado em agosto de 2024.

A ação judicial voltou ao gabinete de Gilmar porque a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou uma petição citando o processo antigo. Como Gilmar havia sido o último relator daquele feito, o pedido foi encaminhado novamente a ele. Na prática, uma ação encerrada e arquivada há dois anos foi usada para analisar uma questão nova de 2026, justamente o reajuste anunciado pelo governo Lula durante o período eleitoral.

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É esse caminho que levanta questionamentos de diversos juristas. Em uma situação comum, uma nova ação deveria ser distribuída entre os ministros do Supremo por sorteio. Ao vincular o novo pedido a um processo antigo, a questão chegou diretamente ao gabinete de Gilmar, o que abre espaço para inúmeros questionamentos e até mesmo suspeitas.

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