O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu embaixadores e representantes diplomáticos de 91 países e três organismos internacionais em Brasília para apresentar os procedimentos, as tecnologias e os mecanismos de segurança que serão adotados nas eleições gerais de outubro. O encontro integrou o Programa de Convidados Internacionais para as Eleições 2026.
Ao abrir a sessão, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou a transparência do processo eleitoral brasileiro. “O Brasil tornou-se, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições”, afirmou o ministro aos diplomatas presentes.

Segundo o TSE, o pleito deste ano vai usar 560.011 urnas eletrônicas distribuídas em mais de 497 mil seções eleitorais, em 2.641 zonas eleitorais espalhadas por mais de 5,5 mil municípios, com cerca de 2 milhões de mesários voluntários mobilizados. O Brasil deve ter aproximadamente 159 milhões de eleitores aptos a votar em outubro.
Nunes Marques também tratou do avanço da inteligência artificial nas disputas eleitorais, especialmente na produção de vídeos e áudios manipulados, e detalhou planos de contingência da Justiça Eleitoral para combater a disseminação em massa de desinformação e o uso de deepfakes durante a campanha. O tribunal informou que firmou parceria com a empresa ElevenLabs para tentar bloquear a clonagem de voz de candidatos, e que plataformas digitais se comprometeram a participar de uma sala de situação na Corte durante o primeiro e o segundo turnos.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppO ministro anunciou ainda que o TSE vai realizar, entre os dias 2 e 4 de outubro, um novo programa com a participação de cerca de 80 autoridades, entre juízes e especialistas estrangeiros, que acompanharão etapas como auditorias públicas, preparação das urnas, votação e apuração dos votos.
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