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“Nenhum partido matou mais pessoas que o Partido Comunista Chinês”, afirma Mike Pompeo

Gage Skidmore | Flickr

Em 1º de julho, o Partido Comunista Chinês (PCC) celebrou 100 anos no poder. Para muitos, um século de miséria para o povo chinês. Desde sua fundação, o PCC buscou ser o autor de sua própria história, escrevendo, revisando e reescrevendo acontecimentos com cada transferência sucessiva de poder na liderança de Pequim.

Tudo que permanece consistente na narrativa do partido é a omissão dos terrores causados à China e ao seu povo nos últimos 100 anos de tirania, opressão, coerção, engano e tortura.

O que falta nos livros de história do PCC são as páginas encharcadas de sangue relatando a Grande Fome, a Revolução Cultural, o Massacre da Praça da Paz Celestial em 1989, o apoio aos regimes perversos da Coreia do Norte e do Quemer Vermelho, e inúmeras outras atrocidades que resultaram em dezenas de milhões de pessoas mortas e mais 1 bilhão de oprimidos.

O ex-secretário de Estado dos EUA na gestão de Donald Trump, Mike Pompeo, se manifestou nas redes sociais sobre o centenário do partido.

“Cem anos do PCC são um século de campos de matança e genocídio. Nenhum partido político matou mais pessoas do que o PCC”, escreveu.

O ditador Xi Jinping não só lidera as festividades desta data em Pequim, mas também o genocídio em curso dos uigures étnicos em Xinjiang, a profanação da outrora livre sociedade de Hong Kong, a extração forçada de órgãos de prisioneiros de consciência e muitas outras atrocidades conhecidas apenas pelas vítimas e seus opressores.

Atualmente, o regime comunista continua oprimindo seu próprio povo com o uso de trabalho forçado na indústria de colheita de algodão da China, o genocídio sistemático dos uigures, e a perseguição de cristãos e outros grupos religiosos.

LIBERDADE RELIGIOSA

Nos últimos anos, a liberdade religiosa vem sido restringida cada vez mais. Tudo indica que Xi Jinping quer ser o “Novo Mao”. Sob sua presidência, a pressão sobre a igreja cristã chinesa aumentou enormemente.

Isso ocorreu, principalmente, após a introdução da nova lei religiosa, de fevereiro de 2018. As igrejas são ameaçadas com ataques durante os cultos, fechamento e demolição de prédios e prisões de pastores e evangelistas. Também foi proibido que adolescentes e crianças frequentem a igreja ou participem de acampamentos, escolas bíblicas de férias e retiros religiosos.

Em 2019, o Departamento de Estado norte-americano publicou um relatório indicando a China como um dos piores violadores da liberdade religiosa no mundo.

O Relatório sobre Liberdade Religiosa Internacional (IRF), do Escritório de Liberdade Religiosa Internacional do Departamento de Estado, detalha o status da liberdade religiosa em todos os países do mundo, elaborando abusos em países que exigem uma preocupação maior.

A organização internacional cristã Portas Abertas, por sua vez, divulgou um relatório que mostrou um número alarmante: a China saltou do 43º lugar do ranking dos piores perseguidores de cristãos do mundo em 2018 para a 17ª colocação neste ano. De acordo com o Portas Abertas, o país asiático também é apontado como ator principal nas violações da liberdade religiosa.

OPINIÃO

Na China da ditadura do PCC, o direito é definido como um aspecto de uma sociedade imperfeita. O comunismo é defensor da supremacia de um interesse coletivo sobre o individual. E, como consequência, os direitos humanos são constantemente violados naquele país.

Por isso, o aniversário de 100 anos do Partido Comunista não é motivo para celebração, “nem aqui nem na China”.

O Partido Comunista Chinês é a maior ameaça aos direitos humanos e à democracia no século XXI.

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