ver tudo
Menu Artigo de opinião
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ei, memória curta! Vamos decorar?!

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

 

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Lembro-me de uma época que quem possuía facilidade para decorar era vista como alguém muito inteligente. Decorar era a capacidade de trazer a memória o que nela havia sido registrado.

Textos, ditados ou questionários —quando a professora perguntava, estava ali na “ponta da língua”! E a recompensa era uma nota, que na época era “A”, “B” ou “C”.  Com o passar do tempo esse tipo de performance foi deixada de lado por razões relacionadas a questões pedagógicas.

POVO DE MEMÓRIA CURTA

Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

Fomos qualificados como um “povo de memória curta”, especialmente, no que se relacionava a sua história. Durante as eleições, ninguém lembrava em quem havia escolhido na eleição passada, e na hora do voto a dúvida sempre fez parte do processo de decisão. Dizia-se que quem “lucrava” com a “memória curta” era sempre o mau político. Ou seja, aquele que era “bom” somente no período de campanha eleitoral, mas que ao ser eleito, abandonava todas as promessas.

O processo de decorar era bem simples: as pessoas com maior performance em decorar eram aquelas que liam por diversas vezes a mesma informação — seja um texto, um ditado ou um questionário, — e as informações sempre ficavam ali fresquinha na memória, prontas para serem sacadas a qualquer momento.

MEMÓRIA CURTA FICANDO PARA TRÁS

Por outro lado, essa “memória curta”, adjetivo dado ao brasileiro, parece que aos poucos está perdendo seu efeito.  Considerando os dias atuais, nunca o povo brasileiro falou tanto sobre um mesmo assunto: Política.

O interesse pela política nacional tem gerado o efeito de decorar informações importantes, como por exemplo: nomes de parlamentares que votaram contra a nova reforma da previdência; quem são os políticos que pertencem ao “Centrão” e quem são e como normalmente votam os representantes do STF. 

Toda essa busca diária pela informação relacionada com a política nacional tem pelo menos dois grandes objetivos: mostrar que não estão mais dispostos a deixar os políticos tomarem suas decisões isoladamente e guardar bem na memória “quem é quem” — visando as eleições seguintes.

VAMOS EXERCITAR

Quanto mais exercitarmos nosso cérebro com as mesmas informações, discutirmos e conversarmos, a probabilidade da “memória curta” ficar pra trás é muito grande. E isso trará enorme efeito de resgate já nas próximas eleições em 2020. 

O texto bíblico, em Lamentações de Jeremias 3:21, faz menção sobre a importância comportamental do resgate da memória em momentos relevantes:

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.


O Conexão Política é um portal de notícias independente. Ajude-nos a continuarmos com um jornalismo livre, sem amarras e sem dinheiro público »APOIAR

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Artigo de opinião Lula foi bem ou mal na sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo? Veja a análise
  2. Artigo de opinião Lula minimiza papel do governo na alta do gás e diz querer saber quem é o responsável pelo aumento
  3. Artigo de opinião Quer ser o novo Nikolas Ferreira?
  4. Artigo de opinião Ser mãe segundo o coração de Deus: mais do que palavras, um chamado ao exemplo vivo