Para que elegemos parlamentares se eles não nos representarem? O brasileiro está cansado de eleger representantes que abusam do poder que lhes foi atribuído e toma decisões contrárias à vontade daqueles que o elegeram, afinal, quatro anos (ou seis, dependendo do cargo) é um tempo significativo para a memória.
Com muita frequência vemos decisões que saltam os olhos da população tamanha a cara de pau (não consigo encontrar outra expressão que traduza com exatidão a revolta do brasileiro).
Um exemplo recente foi o projeto de lei apresentado pelo Deputado Lindomar Garçon (PRB-RO) que visa proteger os postos de trabalho dos empregados da Eletrobras em caso de privatização da estatal [01].
Outro, entre inúmeros que poderiam ser citados, é a celeuma pela votação secreta ou aberta para a Mesa do Senado Federal [02]. Oras, se os políticos são eleitos para nos representarem, como saberemos se realmente o estão sendo as votações secretas? Certamente existem exceções à regra, mas este, obviamente, não é o caso. E mais uma vez a pulga pula para trás da orelha do brasileiro: por que será que, com todos os precedentes e processos (engavetados) no STF, Renan Calheiros ainda detém tanto poder político?
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppE se tivéssemos um dispositivo na legislação onde a população pudesse votar e derrubar decisões tomadas pelo Congresso? Esta solução demandaria a mudança de nossa legislação, mas não é impossível, afinal, regras são feitas por políticos…
Através da criação de uma ferramenta de validação no próprio site oficial do Congresso Nacional, de forma que, dentro de um prazo pré-estabelecido e através de regras claras, a população poderia validar as decisões tomadas pela casa. Um método que poderia ser usado é através de uma votação popular. Se houver uma rejeição de, por exemplo, mais de 50% do número de eleitores, a decisão tomada pelo Congresso seria derrubada.
Certamente não resolveríamos todos os problemas políticos do país, mas o minimizaríamos bastante, além de viabilizar a politização ainda maior de nosso povo que se envolveria de forma mais incisiva nos rumos do país.
Precisamos encontrar ferramentes para podermos dizer: Não!
[01] Deputado propõe projeto que veta demissões na Eletrobras: viva o cabide de emprego!
[02] Marco Aurélio determina votação aberta para eleição da Mesa do Senado
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