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Conselheiro de Trump publica imagem gerada por IA simulando prisão de Alexandre de Moraes

Jason Miller compartilhou montagem e ironizou críticos na legenda; antes, havia chamado ministro de trapaceiro e Lula de fantoche da China.

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Jason Miller, conselheiro do presidente Donald Trump, compartilhou em suas redes sociais, na sexta-feira (10), uma imagem gerada por inteligência artificial que simula a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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Na postagem, Miller aparece na ilustração efetuando a detenção do magistrado brasileiro e ironizou as possíveis reações dos internautas ao escrever na legenda que os críticos diriam se tratar de IA.

Foto: WHoP

A publicação se soma a uma série de ataques de Miller ao ministro. Em 1º de abril, o conselheiro já havia divulgado uma montagem mostrando Moraes em uma cela, com uniforme listrado em preto e branco, em reação à reportagem da Folha de S.Paulo sobre o uso de aeronaves ligadas ao empresário Daniel Vorcaro pelo ministro e sua esposa, a advogada Viviane Barci, em oito ocasiões.

Na segunda-feira (6), Miller havia escrito que “Alexandre de Moraes é um vigarista e logo estará na prisão” e enquadrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “fantoche da China” que “está traindo o Hemisfério Ocidental”. No mesmo post, o americano afirmou que o senador Flávio Bolsonaro “é o único que pode salvar o Brasil”.

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As críticas de Miller a Moraes passaram a ser recorrente após a divulgação de um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que acusa o ministro do STF de censurar cidadãos norte-americanos. O documento avalia que as decisões de Moraes de suspender perfis em redes sociais fariam parte de uma “campanha de censura e lawfare” que “atinge o cerne da democracia brasileira” e afetaria as eleições de 2026.

Antes disso, em 2021, Miller visitou o Brasil para participar da CPAC e se reunir com Jair Bolsonaro, mas foi detido por agentes da Polícia Federal no aeroporto de Brasília por ordem do próprio Moraes.

O americano afirmou que foi interrogado por três horas, recusou-se a responder perguntas sem advogado e foi liberado após intervenção da embaixada norte-americana.

Em outubro de 2025, após Moraes afirmar que a soberania do Brasil “jamais será negociada”, Miller respondeu que “seria sábio para o STF e o ministro Alexandre saber que os EUA não negociam com terroristas”.

Na mesma época, o conselheiro escreveu que não vai “desistir até que o careca esteja atrás das grades e receba tudo o que merece”.

Após a condenação de Jair Bolsonaro, Miller classificou o julgamento como manobra política “orquestrada pelo ministro Alexandre de Moraes” e afirmou que “não basta que ele queira jogar o presidente Bolsonaro na cadeia, mas que Moraes quer ver o presidente Bolsonaro morrer na prisão”.

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