Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), processou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por um vídeo publicado em 7 de julho que o associa a fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A ação, protocolada na Justiça de São Paulo em 18 de agosto, pede a retirada do conteúdo em até 24 horas e indenização de R$ 10 mil por danos morais.

O vídeo, intitulado “Missão: Localizar Lulinha” e feito com recursos de inteligência artificial, mostra Flávio pilotando uma aeronave em uma operação fictícia para localizar o empresário, classificado como “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.
Segundo a defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marcelo Pacheco, não existe investigação, indiciamento ou denúncia que o vincule às fraudes contra beneficiários do INSS. “Não existe contra o autor investigação, indiciamento, denúncia ou sequer hipótese acusatória de participação nas fraudes praticadas contra beneficiários do INSS”, afirma a petição.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppNo mesmo dia, Lulinha também processou o candidato Romeu Zema (Novo) por vídeos que o associam a “esquemas ilícitos e práticas criminosas”. Nesse caso, a Justiça já negou o pedido de remoção em análise preliminar, sob o entendimento de que o conteúdo se insere no contexto de “sátira e manifestação crítica”.
Lulinha é alvo de três inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de tráfico de influência, relacionados a negócios envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
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