O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (25) que a Câmara dos Deputados seja oficialmente comunicada sobre a perda do mandato do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado por suposta tentativa de golpe de Estado.
A ordem foi encaminhada ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deve ser executada pela Mesa Diretora.
Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do STF no dia 11 de setembro a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão. A decisão determinava que a perda do mandato fosse declarada conforme os termos do artigo 55, inciso III e parágrafo 3º da Constituição Federal.
Com a ordem de execução das penas expedida nesta terça, Moraes reforçou que o procedimento deve ser formalizado pela Câmara. “Oficie-se à presidência da Câmara dos Deputados sobre a perda do mandato parlamentar, o qual deverá ser declarada pela Mesa da Câmara dos Deputados”, escreveu o ministro.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado no âmbito das investigações sobre a trama golpista atribuída a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é apontado como um dos articuladores do núcleo de inteligência da suposta tentativa de ruptura institucional.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppEmbora estivesse proibido de deixar o país e tivesse entregado seus passaportes à Justiça, Ramagem foi localizado na semana passada em Miami, nos Estados Unidos.
Em declaração feita na segunda-feira (24), afirmou que está no país com a família “por segurança” e negou ser foragido. O deputado também alegou que, segundo a Constituição, parlamentares não podem ser presos preventivamente.
Após a revelação de sua viagem, a Câmara dos Deputados informou que não foi comunicada sobre qualquer afastamento internacional por parte do parlamentar, tampouco autorizou missão oficial ao exterior. A Casa acrescentou que o deputado apresentou atestados médicos cobrindo os períodos de 9 de setembro a 8 de outubro e de 13 de outubro a 12 de dezembro. Registros, no entanto, mostram que ele participou de votações no plenário durante esse intervalo.
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