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Oposição protocola 24 PDLs para derrubar decretos de Lula sobre big techs e chama medidas de ‘censura’

Nikolas, Kataguiri e Van Hattem lideram ofensiva na Câmara; parlamentares argumentam que governo criou regras sem aprovação do Congresso e que conceitos vagos como “ataques à democracia” abrem caminho para mordaça política.

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Um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar dois decretos sobre a regulamentação das big techs, a oposição respondeu com uma ofensiva legislativa coordenada.

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Congressistas protocolaram ao menos 24 Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para tentar derrubar os Decretos nº 12.975/2026 e nº 12.976/2026. Dos 24 textos protocolados, 17 são de parlamentares do Partido Liberal, dois do Partido Novo, três do União Brasil e dois do Republicanos.

Argumento central da oposição

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os deputados afirmam que os textos editados pelo governo federal impõem “deveres inéditos de monitoramento, moderação, remoção de conteúdos, preservação de dados, criação de canais obrigatórios de denúncia e adoção de medidas preventivas” sem respaldo legal aprovado pelo Legislativo.

Segundo a bancada, conceitos como “desinformação”, “conteúdo ilícito” e “ataques à democracia” são vagos e podem ampliar interpretações subjetivas na remoção de publicações.

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Nikolas lidera articulação

Entre os nomes à frente da ofensiva, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) se destaca. Na justificativa de seu projeto, o parlamentar sustenta que o chefe do Executivo cometeu abuso do poder regulamentar.

De acordo com Nikolas, o Palácio do Planalto utilizou os decretos para criar obrigações inéditas para empresas de tecnologia, quando deveria apenas detalhar a aplicação do Marco Civil da Internet.

Kataguiri e Van Hattem

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) protocolou o PDL nº 413/2026, que busca suspender os efeitos dos dois decretos. Segundo o parlamentar, as medidas extrapolam o poder regulamentar do governo ao criarem mecanismos que podem resultar na remoção de conteúdos antes mesmo de decisão judicial definitiva.

Outro ponto criticado pela oposição é a ampliação das atribuições da ANPD, que, na avaliação dos parlamentares, passaria a atuar como órgão regulador das redes sociais sem previsão em lei. Os deputados também alegam que as novas regras podem incentivar plataformas digitais a remover conteúdos preventivamente para evitar punições futuras.

A dúvida em questão

Os PDLs apresentados pela oposição ainda precisam ser aprovados pela Câmara e pelo Senado e, diferentemente de projetos de lei comuns, não dependem de sanção presidencial. A grande questão nos bastidores é se Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, pautará os projetos ou optará por deixá-los aguardando nas comissões até o final do calendário legislativo, padrão adotado nas últimas semanas em temas que expõem o campo governista.

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