CONEXÃO POLÍTICA
ver tudo
Menu Política
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

TSE é acionado para apurar abuso econômico e de poder em desfile pró-Lula no Rio

Ação aponta indícios de crime eleitoral, campanha antecipada e uso da máquina pública para financiamento de propagação política.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

O Partido Liberal (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de investigação sobre o desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Sapucaí, durante o Carnaval do Rio de Janeiro. O pedido, realizado na quinta-feira (19), aponta o “uso da máquina federal em ano eleitoral” e possíveis indícios de “abuso de poder político e econômico” relacionados à apresentação da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Lula assistiu ao desfile do camarote da Prefeitura do Rio no último domingo (15).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A alegação do PL é que o enredo funcionou como uma “explícita peça de propaganda político-eleitoral” em um ano de eleição. A crítica não se limita à exaltação ao presidente, mas também inclui provocações a opositores, o que, segundo o partido, caracteriza um “típico comportamento eleitoreiro”. O PL argumenta que, além da utilização de recursos públicos, há indícios de interferência do governo na produção da escola, que foi rebaixada para a divisão intermediária do Carnaval carioca.

Desfile gera polêmica

A primeira-dama, Rosângela Silva (Janja), decidiu não desfilar como destaque em um dos carros alegóricos devido às ações judiciais apresentadas. Em contrapartida, o ator e humorista Paulo Vieira, que interpretou Lula durante o evento, afirmou nas redes sociais que foi convidado pelo casal presidencial para participar. “Não tinha como não aceitar o convite”, disse.

O PL também acusa a escola de samba de incluir elementos da campanha, como o jingle e o número da urna de Lula. O samba-enredo fez menção ao número 13, associado historicamente ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao relatar que Lula levou “treze noites, treze dias” para realizar a viagem de Pernambuco a São Paulo na infância. Embora a referência esteja ligada à biografia do presidente, adversários interpretam como uma alusão clara à sua identidade eleitoral.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

Outro trecho que gerou discussão foi a frase: “Assim que se firma a soberania / Sem mitos falsos, sem anistia”. Esta parte foi vista como uma crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que é frequentemente denominado “mito” por seus apoiadores. A menção, ainda que não cite nomes, reforça o caráter político do enredo e intensifica os questionamentos sobre a conotação eleitoral da apresentação.

Compartilhar Siga nas redes G  Siga o Conexão no Google

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tudo Sobre

Política

Comentários (0)

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Os comentários estão fechados para esta matéria.

Seja o primeiro a comentar esta matéria.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Política Lulinha processa Flávio Bolsonaro por vídeo que o associa a fraudes no INSS
  2. Política Contrato de aluguel de mansão usada por Lulinha em Brasília foi assinado por testemunha da Lava Jato
  3. Política MP pede manutenção da prisão de Deolane Bezerra, que se tornou ré por ligação com o PCC
  4. Política Mortes no território Yanomami disparam sob Lula e superam governos anteriores