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PT tenta conter risco de encolhimento no Senado e articula estratégias para preservar bancada

Partido enfrenta renovação de mandatos, aposentadoria anunciada e pesquisas negativas em estados às vésperas do pleito.

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Sob risco de redução de representação no Senado, o Partido dos Trabalhadores acelera articulações para tentar, ao menos, manter o tamanho atual da bancada, hoje composta por nove senadores. Seis parlamentares da sigla precisam renovar o mandato neste ano.

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Ainda sem passos definidos, o PT tem adotado uma estratégia eleitoral voltada articulação pontual de candidaturas a governos estaduais. A lógica envolve estimular senadores aliados a disputar o Executivo local, com a perspectiva de que suplentes filiados ao PT assumam as cadeiras no Parlamento em caso de vitória.

Um dos casos é o do senador Omar Aziz (PSD-AM). Caso Aziz vença a disputa pelo governo do Amazonas, a vaga no Senado seria ocupada por sua suplente, Cheila Moreira, filiada ao PT. O movimento é visto por dirigentes petistas como uma oportunidade de reforçar a bancada da legenda sem depender exclusivamente do desempenho direto de seus candidatos ao Senado.

Preocupação com desempenho eleitoral

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Ao mesmo tempo, o partido acompanha a situação do senador Rogério Carvalho (SE), que enfrenta alta competitividade para a manutenção de seu mandato. Levantamentos como os realizados pelo Real Time Big Data, indicam o parlamentar em quinto lugar, em situação de empate técnico com outros concorrentes.

O desempenho preocupa a direção nacional da sigla, que avalia riscos de redução da representação petista na Casa Alta se a estratégia de articulação indireta não for suficiente para compensar eventuais derrotas em disputas diretas.

Atraso na formação de chapas

Nos bastidores, dirigentes do partido reconhecem dificuldades no planejamento eleitoral. Avaliações internas cravam que o PT demorou a estruturar suas chapas estaduais e nacionais, enquanto partidos de oposição passaram a se organizar de forma mais consistente desde 2023.

O diagnóstico tem sido compartilhado por alas da legenda que defendem ajustes na estratégia para o próximo ciclo eleitoral, alegando que a direita emplacará nomes mais competitivos , além de ter iniciado uma série de alianças de modo antecipado.

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