O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu, nesta quinta-feira (20), a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa desde 21 de maio na Operação Vérnix, que investiga esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O pedido também abrange familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção.
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Deolane atuava como “a principal integrante do núcleo financeiro, verdadeiro caixa da organização criminosa”, ocultando valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela e a suas empresas.

O promotor Lincoln Gakiya, um dos responsáveis pela denúncia, argumentou pela manutenção da prisão “para garantia da ordem pública”. O pedido também cita a permanência foragida de dois familiares de Marcola como fator que reforça o risco de fuga.
Deolane já é ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro desde junho, quando o MP formalizou a denúncia contra ela e outras seis pessoas. A irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, reagiu ao pedido nas redes sociais, classificando a situação como perseguição.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp“Desde 2022, convivemos com investigações sucessivas, medidas invasivas e exposição pública”, escreveu. A Justiça deve decidir nesta sexta-feira (21) se mantém ou revoga a prisão preventiva, marco de 90 dias que exige reavaliação periódica pela legislação processual penal.
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