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Com Caiado, Renan e Cury, primeiro debate presidencial é marcado por críticas às ausências de Lula e Flávio

Romeu Zema, do Novo, também desistiu horas antes do encontro, mas ficou esquecido durante todo o confronto, sem ser mencionado nenhuma vez.

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O primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pela Band neste domingo (23.ago.2026), às 20h, reuniu Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) em meio a críticas às ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto.

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Romeu Zema (Novo) também desistiu do debate na manhã deste domingo, horas antes do encontro. Segundo nota da assessoria do candidato, a mudança de data do evento, originalmente marcado para 16 de agosto e transferido para este domingo, havia sido aceita sob a expectativa de que Lula participaria. “Diante da ausência de Lula e de outros concorrentes, a alteração de data perdeu o seu propósito inicial”, informou a equipe de Zema, que aproveitou a nota para classificar a atual gestão petista como uma “tragédia ao país”.

Foto: Reprodução/Grupo Bandeirantes

A desistência de Zema foi criticada por Renan Santos em vídeo publicado nas redes sociais antes do início do debate. O candidato do Missão disse não ter entendido o motivo da saída e classificou a postura dos candidatos ausentes como constrangedora. “É obrigação dos candidatos ir ao debate, é uma vergonha o que estão fazendo”, declarou.

A Band decidiu manter o debate no formato originalmente previsto e deixou vazios os três púlpitos reservados aos candidatos ausentes, seguindo tradição adotada por emissoras em eleições anteriores. O encontro foi realizado nos estúdios da emissora, no Morumbi, zona sul de São Paulo, com transmissão pela Band, BandNews TV, rádios do grupo, portal Band.com.br e canais oficiais no YouTube.

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A decisão de Lula partiu da avaliação de sua campanha de que o formato do debate não ofereceria condições equilibradas para o presidente responder a ataques simultâneos dos demais candidatos. Flávio Bolsonaro seguiu estratégia semelhante, condicionando sua presença nos debates do primeiro turno à participação de Lula; sem o petista, a avaliação de seus estrategistas era que o senador se tornaria o alvo preferencial dos demais candidatos de direita.

Fora do debate por decisão da própria Justiça Eleitoral ficou o empresário Pablo Marçal (PRTB), impedido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de participar de confrontos, propaganda gratuita e atos formais de campanha até a Corte decidir sobre seu registro de candidatura. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21), os três candidatos presentes ao debate aparecem tecnicamente empatados entre si, com pontuação que não ultrapassa 5% em cenários de primeiro turno, todos atrás de Lula e Flávio Bolsonaro nas intenções de voto.

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