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Congresso

Após reunião com Fux, Pacheco desconversa sobre impeachment e fala em ‘retomar diálogo’

Expectativa é marcar reunião entre os Poderes já nos próximos dias.

Pedro Gontijo | Agência Senado

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reuniu, no início da tarde desta quarta-feira (18), com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. A pauta desse encontro, que estava previsto para acontecer ontem (17), foi a relação entre os Poderes, sobretudo entre o Executivo e o Judiciário.

Em coletiva após o encontro, Pacheco disse que sugeriu que a ideia de uma reunião entre os presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo fosse retomada. “Precisamos restabelecer esse diálogo com o Executivo”, declarou.

Segundo o congressista, radicalismos e extremismos são muito ruins para o Brasil e podem ser capazes de derrubar a democracia. De acordo com Pacheco, o presidente da Suprema Corte se colocou propenso a restabelecer o diálogo e novas reuniões devem ser marcadas.

“Fiz um pedido muito especial ao presidente Luiz Fux para que possamos reestabelecer este diálogo com o Poder Executivo […] É muito importante que se restabeleça o contato neste momento sobretudo entre o presidente do STF e o presidente da República. Um diálogo que se possa identificar as dificuldades, problemas, as razões desses problemas e buscar consenso, buscar divergir”, afirmou.

Questionado sobre a data em que seria realizado tal encontro, o presidente do Senado disse que espera um desdobramento para os próximos dias.

Pacheco garantiu que a conversa não tocou em assuntos como processos de impeachment contra quem quer que seja. Ao ser questionado sobre pedido de destituição contra os ministros Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, defendido por Jair Bolsonaro, Pacheco afirmou que é contra o uso do instrumento como “solução” de problemas.

Para o senador, a solução se dá através da “maturidade dos homens públicos em sentarem à mesa” para uma reunião. “Nós temos que ter uma responsabilidade grande com isso porque ele [impeachment] não pode ser banalizado. É um instituto grave, excepcional e que só é aplicado em casos muito específicos em um rol taxativo de situações previstas em uma lei […] É preciso ter um filtro muito severo a esses pedidos, que não podem ser banalizados”, finalizou.

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FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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