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Brasil é o país mais complexo do mundo para fazer negócios, aponta relatório

Diretor da TMF Group afirma que diferentes esferas de legislação e tributação são dificuldades para empresas no país.

Leonardo Aguiar | Flickr

O Brasil é o país mais complexo do mundo para fazer negócios. A informação foi anunciada por um relatório anual da TMF Group, empresa especializada em investimentos internacionais.

O levantamento analisou o cenário de negócios e compliance em 77 países, a partir de 290 critérios. Após o Brasil, vêm França e México, ocupando segundo e terceiro lugares, respectivamente, como piores lugares para business.

Ao comentar sobre o ranking, o diretor do TMF Group, Rodrigo Zambon, explicou que o Brasil tem histórico de complexidade para empresas interessadas em investir no país.

Divulgação

“O que faz do Brasil mais complexo, em primeiro lugar, é a quantidade de camadas [município, estado e federação] com suas especificidades de legislação e tributação”, avaliou.

Zambon também citou como fator impeditivo o código tributário brasileiro, que soma mais de 40 mil páginas.

“A questão é que o Brasil precisa evoluir num compasso que pode ser maior ou menor do que as demais jurisdições do mundo, e, nesse caso, há jurisdições mais evoluídas”, avaliou.

“Há medidas importantes, inclusive do governo, que sinalizam para simplificação, como a reforma tributária”, frisou.

O executivo listou atributos que poderiam ajudar a reduzir a percepção de complexidade em nosso país.

“Quando olhamos o conjunto de países menos complexos, eles têm algumas balizas importantes que reduzem a percepção de complexidade”, declarou.

“A primeira delas é a agilidade para se construir e se executar procedimentos, constituição de empresas e relatórios de obrigação legal. Segundo, a confiabilidade e qualidade do suporte das instituições, seja o governo ou um órgão regulador”, acrescentou.

“Um terceiro ponto importante é a instabilidade, principalmente para o investidor, que tem visão de longo prazo. Sendo assim, se requer na agenda do investidor segurança de que o regime estará estável, o conjunto de leis será perene a longo prazo. Por último, aderência a normas internacionais de reporting, contabilidade, entre outras, que são comumente utilizadas por grandes corporações”, finalizou.

Entre os países menos complexos para os negócios, aparecem no relatório Ilhas Maurício (68º), El Salvador (69º), Hong Kong (76º) e, em último lugar, a Dinamarca (77º).

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FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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