O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), apresentou na quarta-feira (17) uma avaliação do desempenho econômico do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o país vive um momento excepcional ao reunir crescimento consistente, avanços sociais e reequilíbrio das contas públicas. Segundo ele, a combinação desses fatores configura um cenário que classificou como um verdadeiro “milagre econômico”.
A análise foi feita durante a última reunião ministerial de 2025, ocasião em que Haddad falou sobre dados recentes da economia brasileira. De acordo com o ministro, o ritmo de expansão voltou a patamares semelhantes aos registrados nos dois primeiros governos Lula, após anos de estagnação.
Haddad afirmou que a média de crescimento dos últimos três anos supera 3% e que a expectativa é encerrar o período com avanço médio de 2,8%, índice que, segundo ele, não era observado desde os primeiros mandatos do atual presidente. O ministro lembrou que, a partir de 2015, o país enfrentou um ciclo prolongado de baixo desempenho econômico, cenário que teria sido revertido com a retomada do dinamismo produtivo do atual governo.
Durante o discurso, Haddad ressaltou que mais importante do que o crescimento pontual é a melhora do potencial estrutural da economia. Ele destacou ainda o desempenho do mercado de trabalho, apontando que o país atravessa o melhor momento da série histórica, com reflexos positivos sobre as contas públicas, especialmente no sistema previdenciário.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppO ministro informou que o rendimento médio do trabalhador chegou a R$ 3.507, o maior valor real já registrado, ao mesmo tempo em que o salário mínimo alcançou seu melhor nível em termos de poder de compra. Haddad também citou o setor de serviços, que, segundo ele, atingiu recordes recentes de atividade.
No campo social, o ministro observou que os programas de transferência de renda atualmente alcançam cerca de 25% da população. Ele defendeu que políticas como o Bolsa Família não inibem a busca por emprego e afirmou que há um movimento de saída desses programas impulsionado pela maior oferta de vagas no mercado de trabalho.
Ao abordar a situação fiscal, Haddad atribuiu parte das dificuldades enfrentadas uma suposta “herança” deixada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a atual gestão assumiu um déficit contratado superior a R$ 200 bilhões, decorrente de omissões e passivos incluídos no orçamento anterior, como a falta de recursos para despesas obrigatórias, precatórios e a manutenção do próprio Bolsa Família.
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