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Judiciário

‘Quem trata de eleição são as forças desarmadas’, alerta Fachin

Presidente do TSE afirmou que não vai se dobrar a quem quiser ‘tomar as rédeas das eleições’.

Nelson Jr. | SCO | STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, disse nesta quinta-feira (12) que o Brasil terá “eleições limpas” em outubro. Segundo ele, “ninguém e nada interferirá” na Justiça Eleitoral.

Em um trocadilho com as Forças Armadas, o ministro garantiu que quem cuida do pleito eleitoral “são as forças desarmadas”. As declarações foram proferidas durante visita à sala da Corte onde estão sendo realizados testes de segurança nas urnas eletrônicas.

“País e sociedade agradecem. Vamos ter dia 2 de outubro, o Brasil terá eleições limpas, seguras, com paz e segurança. Ninguém e nada interferirá na Justiça Eleitoral. Não admitirmos qualquer circunstância que impeça o brasileiro de se manifestar”, declarou.

“Quem vai ganhar as eleições é a democracia. Nós vamos diplomar os eleitos e isso certamente acontecerá. Há muito barulho, mas esse Tribunal opera com racionalidade técnica”, acrescentou.

Ao ser questionado por repórteres sobre a postura do presidente Jair Bolsonaro (PL), Edson Fachin respondeu se limitou a dizer que quem atua contra o processo eleitoral está, na verdade, atentando contra o regime democrático.

“Não mando e não recebo recado de ninguém. A afirmação é muito nítida. Quem investe contra o processo eleitoral investe contra a democracia. É um fato e fato fala por si só. Não se trata de recado, é uma constatação. Temos respeito a todo chefe de Estado e jamais nos furtarem a diálogo. Não há afirmação do que desborde da legalidade constitucional”, avaliou.

Nas últimas semanas, o chefe do Executivo sugeriu que os militares façam uma apuração paralela dos votos. Ao abordar o assunto, Fachin admitiu aceitar colaborações, mas frisou que a palavra final sempre será do TSE.

“Quem trata de eleição são forças desarmadas e, portanto, dizem respeito à população civil que de maneira livre e consciente escolhe seus representantes. Logo, diálogo sim, colaboração sim, mas a palavra final é da Justiça Eleitoral. A Justiça Eleitoral está aberta a ouvir, mas jamais estará aberta a se dobrar a quem quer que seja tomar as rédeas do processo eleitoral”, finalizou.

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FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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