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Judiciário

Tribunal derruba liminar e reconduz presidente do Iphan ao cargo

TRF-2 atendeu AGU e cassou o afastamento de Larissa Peixoto.

Roque de Sá | Agência Senado

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) cassou a liminar que afastava Larissa Peixoto da presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A decisão foi divulgada nesta última segunda-feira (20), e foi assinada pelo corregedor regional do TRF-2, desembargador federal Theophilo Antonio Miguel Filho, que está no exercício da presidência da Corte durante esta semana.

O afastamento de Larissa foi determinado no sábado (18), em caráter liminar, pela juíza substituta da 28ª Vara Federal, Mariana Tomaz da Cunha. O mérito da ação ainda será julgado.

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com pedido de suspensão da medida e foi atendida pelo chefe em exercício do tribunal, que levou em consideração os argumentos apresentados pelo Executivo.

Na avaliação do magistrado, a liminar de afastamento “tem potencial para causar grave prejuízo legal à ordem administrativa, na medida em que invade o mérito do ato administrativo, sem garantir o direito ao contraditório”.

O desembargador também discorreu sobre a questão da concessão de licença para a construção de uma loja Havan, do empresário Luciano Hang, em Rio Grande (RS), em 2019, quando Larissa sequer havia sido nomeada para comandar o instituto.

Por causa do achado de cerâmicas antigas nas escavações, as obras chegaram a ser momentaneamente interrompidas, o que foi abordado em um discurso recente do presidente Jair Bolsonaro, a empresários em São Paulo (SP).

“Sobre esse tema, frisam que o mencionado processo (administrativo) teve início em 31/05/2019. Posto isso, os postulantes sustentam a posição de que, in casu, inexiste o apontado desvio de finalidade no ato administrativo expedido em 11/05/2020, de nomeação de Larissa Rodrigues Peixoto Dutra ao cargo de presidente do Iphan, tendo em vista que o indigitado processo administrativo de licença do empreendimento já havia se encerrado no âmbito dessa autarquia federal, com a anuência técnica do Iphan à expedição da Licença de Operação pelo órgão ambiental do Estado do Rio Grande do Sul”, escreveu.

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FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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