A Lei das Estatais, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Michel Temer (MDB) em 2016, não tem mais validade em seu texto original, ao menos por enquanto.
Isso porque o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu trechos da legislação que proibiam indicações políticas para órgãos da estrutura dos governos federal, estadual e municipal a conselhos e diretorias de estatais e sociedades de economia mista.
Em sua decisão, que tem caráter liminar, o magistrado também derrubou a exigência de quarentena de 36 meses para a indicação de integrantes de partidos ou pessoas que atuaram em eleições aos mesmos cargos.
O ministro do STF atendeu a um pedido ajuizado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), da base governista de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que questiona as restrições previstas na norma.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppA partir de janeiro, com a chegada de Lula ao Palácio do Planalto, nomeações como a de Aloizio Mercadante para o comando do BNDES foram criticadas por opositores por possível ferimento à Lei das Estatais.
Um levantamento da CNN Brasil mostra que essa mudança deve liberar indicações político-partidárias em um universo de até 587 cargos na esfera pública. Esses postos possuem remunerações anuais que variam de R$ 214 mil a R$ 3 milhões.
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