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‘Até mesmo os antivacinas perceberão que terão que ser vacinados’, afirma Orbán

Primeiro-ministro da Hungria afirmou que, com relação à pandemia, ‘o difícil ainda está por vir’.

Nebojša Tejić | STA

Em entrevista à rádio húngara Kossuth Rádió, na última sexta-feira (19), o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, comentou sobre diversos assuntos relacionados à sua gestão. Na ocasião, abordou acerca da isenção do imposto de renda para menores de 25 anos e explanou sobre as últimas decisões em torno da pandemia.

“Uma coisa é certa, todos os virologistas dizem que estamos até o pescoço na quarta onda e que o difícil ainda está por vir. Portanto, não passamos do pico. Por isso, os números aumentarão e todos podem pegar o vírus, mas nem todos com as mesmas consequências”, declarou Orbán, acrescentando que quem não se vacina “representa um perigo não só para si, mas também para todos nós”.

“A única coisa que nos protege do vírus é a vacinação. E agora vemos também, pelo menos os especialistas são unânimes em dizer, que de 4 a 6 meses após a segunda vacinação, o poder protetor da vacina enfraquece. Portanto, uma terceira vacinação é justificada. Não posso dizer mais do que ‘eu próprio tomei a terceira dose depois da segunda vacinação’. Ainda não peguei o vírus, ou, se [isso] acontecer, espero que não me derrube”, disse.

Ao comentar sobre os não vacinados, sem citar dados científicos que comprovem sua afirmação, o primeiro-ministro garantiu que, se todos tivessem tomado a substância, não haveria uma quarta onda, ou se houvesse “seria mais como uma pequena [onda]”.

“No final, todos terão que se vacinar, até mesmo os antivacinas perceberão que terão que ser vacinados ou morrerão. Portanto, peço a todos que aproveitem esta oportunidade. Teremos uma semana de vacinação na próxima semana, e você pode ir para 101 pontos de vacinação das 7h às 19h para obter a terceira ou segunda vacinação sem se registrar ou se inscrever”, pediu.

A partir desta segunda-feira (22), o governo húngaro lança uma campanha de imunização com um número maior de pontos de aplicação designados em hospitais, sem necessidade de registro prévio.

Gergely Gulyás, que comanda o gabinete de Orbán, reforçou o discurso de seu chefe, afirmando que as pessoas que se recusam a ser vacinadas “estão colocando em risco a saúde e a vida de outras pessoas”.

Para Gulyás, o governo “foi forçado a tornar obrigatório o uso de máscara por esse motivo”. Questionado sobre se a educação on-line poderia retornar, respondeu: “Se as escolas pararem, tudo parará”.

“Existem condições para que as salas de aula permaneçam abertas”, frisou, completando que, enquanto se aguarda a decisão das autoridades europeias, a aprovação para a vacinação de crianças com idade inferior a 12 anos pode chegar em dezembro.

Quanto à isenção de impostos para menores de 25 anos, Orbán finalizou sua entrevista: “Acho que dizemos a você, meu caro amigo, trabalhe até os 25, tente arrecadar o máximo de dinheiro que puder, tente caminhar com seus próprios pés, e o Estado não cobrará imposto de renda de você até que você tenha 25 anos; vamos administrar os gastos públicos sem você. […] vai voltar para o país depois, a gente adiantará para você uns anos pra você começar. Acho que é a coisa certa a fazer.”

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