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O trabalho conjunto de cartéis mexicanos, laboratórios chineses e traficantes holandeses para inundar a Europa com drogas sintéticas

As organizações do narcotráfico na América Latina veem a Europa como um território ideal para uma expansão orgânica de suas operações, depois de saturar o mercado norte-americano. Elas pegam carona em redes de negócios legais para explorar mercados ricos em todo o mundo.

A configuração – narcotraficantes mexicanos (chamados de químicos clandestinos) usando equipamento holandês para processar produtos químicos de laboratórios da China – ofereceu uma janela para a nova economia global das drogas. Uma série de operações antidrogas holandesas recentes prendeu cidadãos mexicanos, incluindo alguns ligados ao violento ‘Cartel da Nova Geração de Jalisco’, de acordo com a Agência Antidrogas dos EUA (DEA).

Os cartéis mexicanos, que dominam o tráfico de drogas na América do Norte, são atraídos para a Holanda porque o pequeno país é uma conexão comercial global com ligações marítimas e ferroviárias para a Ásia, que há muito tempo é o principal fabricante europeu de drogas sintéticas.

Aproveitando canais comerciais legítimos, os cartéis mexicanos estão combinando sofisticação e crueldade para expandir seu alcance em todo o mundo. Seu impulso multinacional é possibilitado pelo advento, nas últimas décadas, de drogas sintéticas altamente potentes como a metanfentamina e o fentanil, que não dependem de plantações ou agricultores e podem ser fabricadas em instalações compactas em quase qualquer lugar. Os especialistas em produção enviam instruções instantâneas aos trabalhadores no exterior e percorrem o mundo como “solucionadores de problemas de fábrica em qualquer setor”.

Território ideal da Europa

Com o mercado de drogas dos Estados Unidos saturado, os cartéis veem a Europa como um novo centro. Um lugar ideal para inundar com drogas sintéticas.

Os cartéis são “como corporações globais”, disse o diretor regional da DEA para a Europa, Daniel Dodds. “Se eles puderem expandir e ampliar sua base de clientes, eles o farão.”

Os cartéis mexicanos se conectaram pela primeira vez com traficantes de drogas holandeses na década de 1990, trazendo cocaína por Roterdã, o maior porto da Europa.

A cocaína continua sendo o principal estimulante ilícito na Europa, mas a polícia holandesa afirma que quantidades crescentes de metanfetamina mexicana chegaram à Holanda nos últimos dois anos. Além disso, narcotraficantes mexicanos viajam para a Europa para ensinar químicos locais e técnicos holandeses que estão aperfeiçoando seus métodos de produção.

“A academia da metanfetamina de cristal* está aberta na Holanda”, disse Jan Struijs, diretor da União da Polícia Holandesa e investigador veterano do crime organizado. [* A metanfetamina é popularmente conhecida como ‘cristal’ quando produzida clandestinamente].

A Holanda oferece aos cartéis mexicanos uma base de produção ideal devido aos seus químicos experientes, redes de carga incomparáveis ​​e atitude tolerante em relação às drogas.

As conexões de laboratórios na China fornecem produtos químicos que estão sendo constantemente adaptados para permanecerem legais.

Os traficantes holandeses cultivaram esses laços por décadas, enquanto aperfeiçoavam a produção de êxtase para cenas de festas em Londres, Berlim e Nova York.

A matéria completa pode ser lida no The Wall Street Journal.

 

 

 

 

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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