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Panamá investiga Cristina Kirchner por lavagem de dinheiro

A Presidente da Argentina, Cristina Kirchner após a segunda sessão de trabalho da reunião do BRICS (José Cruz/Agência Brasil)

A vice-presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, está sendo investigada pela Justiça do Panamá por lavagem de dinheiro e supostas manobras bancárias irregulares naquele país.

A Procuradoria-Geral do Panamá enviou aos tribunais argentinos uma solicitação de informações sobre a movimentação financeira de Kirchner e de mais de 90 pessoas e empresas offshore vinculadas a seu governo. As operações investigadas vêm do escritório de advocacia Mossack Fonseca, famoso por estrelar o escândalo do Panama Papers  (em português: Documentos do Panamá).

Investiga-se que “no referido regime e/ou contratos estariam vinculadas as pessoas físicas e jurídicas às quais exorta; sendo que a atividade ilícita gerou um prejuízo de milhões de dólares à República Argentina”, diz o mandado recebido pela juíza María Servini.

O Ministério Público do Panamá contra o Crime Organizado, que investiga a ex-presidente, solicitou ao Procurador-Geral “todo o material probatório que permita identificar as transações bancárias decorrentes de atividades ilícitas, comprovando o destino e a origem dos fundos, bem como sua relação com pessoas jurídicas e físicas que participaram das transações que entraram no sistema bancário panamenho”.

Além da peronista, também estão sendo investigados outros envolvidos na rede de corrupção montada durante o kirchnerismo, como Lázaro Báez e seus filhos, Cristóbal López, Leonardo Fariña, Fabián Rossi, Daniel Pérez Gadín, Jorge Chueco e Néstor Marcelo Ramos, e empresas da época, como a Austral Construcciones; Tigan, uma empresa offshore sediada no Panamá envolvida na “Ruta del Dinero K” (A Rota do Dinheiro-K; “K” significa “Kirchnerismo”) –  um escândalo político ocorrido em 2013 na Argentina; e o Grupo de Serviços Helvéticos.

A juíza Servini encaminhou o pedido ao juiz Sebastián Casanello, pois foi ele quem investigou, junto ao procurador Guillermo Marijuan, o caso da Ruta del Dinero K. O magistrado, por sua vez, respondeu rapidamente ao pedido, enviando ao Panamá apenas um link em que é possível baixar o processo contra Báez. No entanto, não há menção a Cristina ali, nem aparece a maior parte da documentação do caso.

O Panamá quer saber se há processos penais contra essas pessoas investigadas ou empresas. Segundo Servino, o objeto comum da investigação decorre de uma investigação jornalística na qual se menciona um esquema de corrupção na contratação pública, entre outros crimes, nos quais se faz menção à ex-presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e outros.

O advogado panamenho considera que na contratação “os fundos foram aparentemente objeto de inúmeras operações financeiras realizadas tanto em Nevada como na Argentina, por meio de estruturas societárias criadas pelo Escritório de Advocacia M.F. Corporate Services, subsidiária do escritório de advocacia Mossack Fonseca”.

A empresa Mossack Fonseca “teria criado algumas dessas empresas na República do Panamá e em outras jurisdições e teriam sido utilizadas para facilitar a ocultação de dinheiro” da Ruta del Dinero K.

A notícia surge justamente no momento em que o governo argentino está realizando múltiplas manobras para domesticar a Justiça nacional, pressionando a saída de juízes, criando tribunais intermediários e buscando dispositivos que permitam evitar o curso do kirchnerismo nos tribunais.

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