Foto: Reprodução/FlightRadar24
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O regime islâmico do Irã fechou seu espaço aéreo na noite desta quarta‑feira (14), conforme notícias veiculadas por agências internacionais.

A restrição foi comunicada por meio de um aviso aeronáutico internacional (NOTAM) e gerou interrupção imediata do tráfego de aeronaves sobre o território iraniano, afetando rotas comerciais e levando companhias aéreas a desviar ou cancelar voos na região. 

A medida de fechamento, que durou cerca de cinco horas, restringiu voos civis sem autorização especial das autoridades iranianas e coincidiu com um momento de intensa instabilidade interna no Irã, onde protestos antigovernamentais eclodiram no final de dezembro e já deixaram milhares de mortos e detidos, segundo monitoramento de organizações de direitos humanos. 

Ataques no radar

A decisão de restringir o espaço aéreo ocorreu em meio a relatos de que autoridades militares ocidentais consideram que um ataque dos Estados Unidos contra o Irã poderia ser iminente, embora não haja confirmação oficial dessa ação. A tensão aumentou após avisos iranianos a países vizinhos de que bases militares norte‑americanas na região poderiam ser alvo de retaliação caso Washington interviesse militarmente. 

Os Estados Unidos e o Reino Unido foram reportados a retirar parte de seus pessoal militar de bases no Oriente Médio por precaução. 

Reações Internacionais

A Alemanha recomendou que suas companhias aéreas evitassem o espaço aéreo iraniano diante do cenário de risco à aviação, e diversos países emitiram alertas de segurança para seus cidadãos no Irã. 

Posteriormente, na manhã desta quinta‑feira (15), as autoridades aeronáuticas do Irã confirmaram que o espaço aéreo foi reaberto ao tráfego, permitindo a retomada gradual de voos sobre o país, com restrições que permanecem sujeitas a autorização das autoridades locais.