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Política

Lula venceria Bolsonaro no 2º turno de 2022 por 55% a 32%, diz Datafolha

Pesquisa tem sido alvo de críticas e dúvidas nas redes sociais.

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Fernando Frazão | Agência Brasil

O instituto Datafolha divulgou uma nova pesquisa sobre a eleição presidencial de 2022, veiculada nesta quarta-feira (12).

O levantamento mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 41% das intenções de voto no primeiro turno contra 23% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em um possível segundo turno, o petista venceria por 55% X 32%.

Ainda segundo o Datafolha, a figura de Bolsonaro representa uma rejeição muito maior se comparada ao nome de Lula.

De acordo com os números, o atual chefe do Executivo tem percentual de rejeição de 54%; Lula tem 36%; Doria 30%; Huck 29%; Moro 26%; Ciro 24%; Luiz Henrique Mandetta 17% e João Amoêdo, do partido Novo, tem 16%.

Erros em 2012

Apesar de os números desta nova sondagem serem favoráveis ao líder petista, os institutos de pesquisa no Brasil, usados para medir a evolução dos candidatos durante a pré-campanha e campanha oficial, não conseguiram cravar os resultados eleitorais em diversos estados e municípios do país nas últimas décadas.

Em 2012, na disputa pela prefeitura de São Paulo, a pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) apontava 26% dos votos válidos para Celso Russomano (PRB), 26% para Fernando Haddad (PT) e 26% para José Serra (PSDB).

Já o Datafolha, por sua vez, indicava 24% para Serra, 23% para Russomano e 20% para Haddad.

Nas urnas, o resultado foi outro: o tucano ficou 30,7%, o petista teve 28,9% e o candidato do PRB teve 21,6% dos votos válidos.

Erros se repetiram em 2014

Em 2014, ano marcado pela forte rejeição ao Partido dos Trabalhadores (PT), as estimativas eleitorais não se comprovaram após a apuração total dos votos. Um dos maiores erros ficou evidenciado na distância entre os candidatos à Presidência do Brasil: Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB).

A última pesquisa eleitoral do Datafolha, que foi divulgada um dia antes do primeiro turno, apresentou Marina Silva (PSB) com 22% e Aécio Neves (PSDB) com 24% das intenções dos votos. Tecnicamente, os dois estavam empatados pela margem de erro.

Os números publicados pelo Ibope no mesmo dia também cravaram resultados semelhantes: o tucano registrava 27% e a ex-senadora com 24%.

Contudo, no dia seguinte, a diferença entre o segundo e o terceiro colocados foi mais amplo do que havia sido projetado. Aécio Neves conquistou 34% enquanto que Marina Silva atingiu apenas 21% dos votos válidos.

Ou seja, houve um erro grotesco de pelo menos 13% entre os dois postulantes da época.

Em 2018 não foi diferente

A corrida presidencial de 2018 não ficou isenta de erros claros e questionáveis.

No primeiro turno do cenário nacional, o então candidato Jair Bolsonaro terminou na liderança com votos totais acima dos números divulgados na véspera (40% e 41%).

Bolsonaro teve 46%, enquanto Haddad, que tinha 25% em ambos, terminou com 28%.

Falhas ainda maiores no 2° turno

Seguindo a mesma linha de erros, o segundo turno de 2018 foi marcado por grandes falhas.

Um mês antes do pleito, com difusão em grandes veículos do país, o Ibope cravou a derrota de Bolsonaro em todos os cenários. O Datafolha também projetou a derrota do militar contra qualquer um dos nomes.

O resultado oficial, porém, elegeu Jair Messias Bolsonaro presidente do Brasil. Ele obteve 55,13% dos votos válidos (57.796.986 devotos absolutos). Fernando Haddad (PT) ficou com 44,87% dos votos válidos (com um total de 47.038.963 milhões de votos de eleitores).

Jornalista, professor e comentarista político. Cobre os bastidores de Brasília no Conexão Política.