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‘Não tem nada mais barato do que cuidar do pobre’, diz Lula

Em Brasília, petista criticou burocracias que dificultam o acesso da população de baixa renda ao crédito no país.

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A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou que “o pobre custa barato” e criticou a burocracia e dificuldades de acesso da população de baixa renda ao crédito, virou munição nas mãos da oposição. Na ocasião, na última terça-feira (28), Lula alegou que o problema não está no custo de atender os mais pobres, mas em uma série de obstáculos criados pelos sistemas para liberar recursos.

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“Nada neste país é criado com facilidade. Tudo que a gente vai fazer para os pobres é difícil, é incrível. O pobre custa muito barato, não tem nada mais barato do que cuidar do pobre. Mas tudo que a gente vai fazer para o pobre, a máquina, o sistema, não existe papel”, declarou. A declaração se deu após uma reunião sobre o Move Brasil, programa firmado pelo governo para ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores que usam veículos como instrumento de trabalho.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O encontro, no Palácio da Alvorada, em Brasília, contou com ministros da área econômica, integrantes do núcleo político do governo, além de presidentes de bancos públicos.

Já no Rio de Janeiro, em agenda seguinte, o presidente criticou as exigências feitas por instituições financeiras para liberar pequenos valores. De acordo com ele, o sistema é acostumado a emprestar dinheiro para pessoas com maior renda, mas aplica dificuldades quando o pedido parte de trabalhadores de baixa renda.

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“Hoje eu fiz uma reunião, porque a burocracia é um verdadeiro inferno. Me parece que o sistema financeiro brasileiro está habituado a emprestar dinheiro para rico, mas, quando o pobre vai lá precisar de R$ 10, de R$ 20, é uma exigência enorme. A gente dá o salário como garantia, cria garantidor e, mesmo assim, o pobre é tratado como se não prestasse. Acabar com isso, acabar com isso”, argumentou Lula.

No Rio, a fala foi durante uma visita ao Hospital Federal do Andaraí, onde externou ações do governo federal para a recuperação da rede federal de saúde e iniciativas nas áreas de saúde e educação. Entre os presidentes, estava o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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